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Acordo assinado entre Israel e Sudão tem como mediador o presidente Trump

Matéria publicada em 24 de outubro de 2020, 08:31 horas

 


Washington- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 23, a normalização das relações diplomáticas entre Israel e Sudão. É o terceiro país árabe a reconhecer os Estado israelense nos últimos dois meses, sempre com mediação americana,

“Fizeram as pazes”, disse o presidente a jornalistas no Salão Oval, após conversa por telefone com os premiês de Israel, Binyamin Netanyahu, e do Sudão, Abdalla Hamdok.

Em agosto, os Emirados Árabes se tornaram o primeiro país do Golfo Pérsico a estabelecer relações diplomáticas com Israel. Algumas semanas depois, o Bahrein seguiu o exemplo. Foram os primeiros acordos do tipo desde os anos 90. Antes, entre os governos árabes, só Egito, em 1979, e Jordânia, em 1994, haviam normalizado as relações com os israelenses.

Apesar de mudar o rumo da relação entre Sudão e Israel, a notícia foi importante também para Trump, que luta pela reeleição e está atrás do rival democrata Joe Biden nas pesquisas. Apesar de ter tido uma boa performance no debate de quinta-feira, o último encontro entre os dois, a dinâmica da disputa não mudou e o presidente precisa de momentos como o de ontem se quiser virar o jogo. “Estamos preparando muitos outros acordos”, disse Trump.

Netanyahu, que tinha uma relação ruim com Barack Obama e Biden, sabe que pode estar vivendo os últimos momentos de um alinhamento automático com a Casa Branca – e não economiza elogios ao presidente americano. “Estamos expandindo o círculo da paz muito rápido graças a sua liderança”, disse o premiê. “Temos ao menos outros cinco países que querem se juntar (ao acordo)”, respondeu Trump.

Os acordos em série que aproximam árabes e israelenses são também uma vitória do genro do presidente, Jared Kushner, enviado especial de Trump para o Oriente Médio. A falta de experiência fez com que a indicação fosse recebida com ceticismo no mundo diplomático.

Kushner, que costurou pessoalmente o acordo entre Israel e Sudão, exibe no currículo um feito que nenhum secretário de Estado conseguiu nos últimos 30 anos. “É claro que isso representa um grande avanço para a paz entre Israel e o Sudão”, disse Kushner. “Mas fazer acordos de paz não é tão fácil quanto estamos fazendo parecer. Eles são difíceis de concluir”, declarou.

Na segunda-feira, 19, a Casa Branca já havia anunciado a intenção de retirar o Sudão da lista de Estados que apoiam o terrorismo, o que seduziu o novo governo sudanês. Desde a queda do regime de Omar Bashir, em abril de 2019, o país é dirigido por um governo de transição, em que militares e civis compartilham o poder até as eleições previstas para 2022.

O país enfrenta uma crise econômica e havia pedido que os EUA retirassem o Sudão da lista de países que apoiam o terrorismo, um obstáculo para os investimentos. Em contrapartida, além do acordo com Israel, o governo sudanês depositou US$ 335 milhões para compensar os sobreviventes e parentes dos ataques contra alvos americanos, na época em que Bashir acolhia a cúpula da Al-Qaeda. O ex-ditador é considerado responsável pelos os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em 1998, e pelo ataque a bomba, em 2000, contra o destroier USS Cole, no Iêmen.

Apesar de ter recebido elogios de outros países árabes, como Egito e Arábia Saudita, o acordo de ontem não foi unanimidade. O movimento islâmico palestino Hamas – que sempre foi aliado do Sudão – disse que o país está indo na direção errada. “É um pecado político que prejudica a causa palestina”, afirmou Hazem Qasem, porta-voz do grupo. “Ninguém tem o direito de falar em nome do povo palestino e em nome da causa palestina”, reclamou o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo*.

 

 

 


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5 comentários

  1. Avatar

    Enquanto Trump ajuda na paz mundial, o ex-presidiário Lula abraçava o ditador iraniano Ahmadinejad que pedia o extermínio de Israel do mapa mundial! E pedia o ódio de todo o mundo contra os judeus! Lula abraçava esse ditador, pois reconhecia nele um igual!

  2. Avatar
    Soma de todas as ações!

    São os últimos suspiros de um presidente inescrupuloso. Dará um bom exemplo de causa e efeito ao seu segidor brasileiro, quando Biden assumir a presidência.

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