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Bolsonaro conversa com primeiro-ministro da Hungria

Matéria publicada em 19 de novembro de 2018, 17:58 horas

 


Brasília – O presidente eleito Jair Bolsonaro conversou hoje (19) à tarde por telefone com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. O primeiro-ministro está no posto desde 2010 e integra o Fidesz, partido de extrema direita que tem, atualmente, a maior bancada de deputados no país europeu. Orbán é alvo de críticas principalmente pelo política anti-migratória.

Bolsonaro disse que recebeu o telefonema para parabenizá-lo por sua vitória nas eleições de outubro. Orbán também teria manifestado a intenção de comparecer à posse do presidente eleito no dia 1º de janeiro. “Ele está muito feliz com a nossa eleição”, disse Bolsonaro, na portaria do condomínio onde mora na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, ao voltar de uma agência bancária.

O presidente eleito falou sobre a possibilidade de firmar futuras parcerias com a Hungria. Ao descrever o país do Leste Europeu, ele ressaltou os impactos do regime socialista e destacou que o brasileiro “não sabe” o que é ditadura por que não houve ditadura no Brasil.

“A Hungria é um país que sofreu muito com o comunismo no passado, tem um povo que sabe o que é ditadura. O povo brasileiro não sabe o que é ditadura aqui ainda. Não sabe o que é sofrer nas mãos dessas pessoas.”

Violações

Em setembro, o Parlamento Europeu acionou pela primeira vez o Artigo 7º do Tratado da União Europeia e recomendou a instauração de um procedimento disciplinar contra a Hungria por violações graves a direitos de imigrantes e por ignorar regras democráticas. O artigo prevê, como sanção máxima, a suspensão dos direitos de voto do Estado-membro.

Questionado sobre essa situação, Bolsonaro afirmou que a Europa está sofrendo com a imigração desordenada. Ele também criticou a Lei de Migração aprovada no ano passdo no Brasil. “Eu fui contra essa última Lei de Migração. Ela transformou o Brasil em um país sem fronteiras. Não podemos permitir a entrada indiscriminada de quem quer vir para cá. Se essa lei continuar em vigor, qualquer um pode entrar aqui e chega aqui com mais direitos do que nós.”

O presidente eleito também comentou o embate entre organizações não-governamentais (ONGs) e o governo da Hungria, sinalizando como pretende abordar a questão durante seu mandato. Em agosto, ONGs húngaras denunciaram que o governo de Orbán estaria deixando refugiados passarem fome para afugentá-los do país.

“Se são não-governamentais porque receber dinheiro do governo? [No Brasil] empresas públicas não vão financiar ONGs para fazer campanha contra os interesses nacionais”, disse.


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5 comentários

  1. Seu burro,o nome certo é Muamar Kadaffi,isso é culpa do PT e da educação péssima do país, você é o exemplo vivo desta forma decadente.

  2. É melhor Jair se preparando para o DEM.

  3. Tiro ,porrada e bomba,valeu mito é assim que se governa.

  4. Enquanto isso, antes de ser eleito em 2002, Lula conversava com a Líbia, mais especificamente com o ditador líbio Muammar Gaddafi!
    Até conseguiu de Gaddafi Um milhão de dólares para financiar a campanha do PT! Isso seria motivo para extinção do partido num país honesto, contudo estamos no Brasil!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…
    Lula antes de ser eleito conversava com países ditatoriais na América Latina e na África!
    Bolsonaro antes de ser eleito conversava com os países mais democráticos do mundo como Israel, Chile e EUA!
    Bolsonaro segue o provérbio americano: “Those who fail to learn from the past are doomed to reapeat it”, ou seja: “Aqueles que falham em aprender do passado estão condenados a repeti-lo.”

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