quarta-feira, 8 de dezembro de 2021 - 09:48 h

TEMPO REAL

 

Capa / Internacional / Egito negocia cessar-fogo entre palestinos e israelenses

Egito negocia cessar-fogo entre palestinos e israelenses

Matéria publicada em 6 de maio de 2019, 08:06 horas

 


Nova escalada de violência, com disparo de foguetes a partir de Gaza e bombardeios por Israel (crédito AB)

Brasília – Lideranças palestinas em Gaza e Israel acertaram nesta segunda-feira (6) um cessar-fogo, negociado pelo Egito, depois da escalada de violência entre o Exército israelense e grupos armados palestinos ter deixado 25 mortos em dois dias.

O cessar-fogo entrou em vigor na madrugada de hoje, segundo representantes do movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, e do grupo extremista palestino Jihad Islâmica. Um funcionário do governo egípcio também confirmou a informação sob anonimato.

Israel não confirmou o cessar-fogo, mas levantou as restrições à circulação de pessoas na região de fronteira com Gaza, incluindo a reabertura de escolas. Segundo os militares israelenses, a situação na região é de retorno à rotina.

Uma nova escalada de violência, com disparo de foguetes a partir de Gaza e bombardeios por Israel, causou – desde sábado – ao menos 25 mortos, sendo quatro deles civis israelenses e 21 palestinos. Destes, ao menos nove eram militantes de movimentos armados.

Médicos palestinos afirmaram que, entre os mortos, estão duas grávidas e duas crianças. O Exército israelense negou que a morte de uma das mulheres grávidas e de uma criança tenha sido provocada por seus disparos, afirmando que elas foram vítimas de um míssil palestino que errou o alvo.

Esta é considerada a maior escalada de violência na região desde a guerra de 2014. Desde 2007, quando o Hamas assumiu o poder em Gaza, Israel e militantes palestinos já entraram três vezes em guerra. A nova onda de violência começou em seguida às violentas manifestações de sexta-feira passada ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel.

Militantes do Hamas, foram mortos depois de dois soldados israelenses terem sido feridos num ataque a tiros de um palestino, durante os protestos. As manifestações de sexta-feira começaram em março de 2018 para reivindicar o regresso dos refugiados e o fim do bloqueio israelense à Faixa de Gaza.

Israel afirmou que seus bombardeios foram uma resposta a 690 mísseis e morteiros disparados pelo Hamas e pela Jihad Islâmica desde sábado. Israel respondeu com 350 ataques a posições do Hamas, como túneis e depósitos de armas, segundo os militares israelenses.

Um dos mortos no lado palestino é Hamed Ahmed Abed Khudri, que, segundo Israel, era um comandante do Hamas responsável pela transferência de fundos do Irã para facções armadas em Gaza. Ele foi morto em uma ação que os militares israelenses descreveram como um ataque direcionado.

Diante da escalada do conflito, o governo dos EUA ficou do lado de Israel. “Estamos com Israel e apoiamos seu direito de autodefesa contra esses ataques vis”, disse uma porta-voz do Departamento de Estado. A União Europeia pediu o fim imediato dos ataques com foguetes da Faixa de Gaza, e as Nações Unidas apelaram a ambos os lados pelo fim dos ataques.


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Um comentário

  1. Uma vez mais a democrática Israel está sob ataque de terroristas fanáticos, que lançaram centenas de foguetes contra o país, e uma vez mais a mídia espera a inevitável reação de Israel para dar destaque da “violência” proveniente da nação judáica, não de seus adversários!
    Israel precisa sempre ser retratado como o vilão da história, que a narrativa se encaixe na narrativa anti-semita esquerdista que predomina na imprensa, dessa vez o movimento por trás dos ataques é a Jihad islâmica financiada pelo Irã, são salafistas que atuam durante três decadas e são contra qualquer tipo de diálogo! São tão radicais que até os terroristas do Hamas lutam contra eles na faixa de gaza para não perder o domínio do território!
    Qualquer outro país sob o mesmo tipo de ataque já teria partido para uma agressão muito maior! Ainda mais levando em conta a diferença no poder bélico de cada um, e a capacidade que o exército de Israel tem para detonar seus inimigos! Mas Israel age com prudência, cautela, em ataque cirúrgicos apenas para se defender, mirando nos alvos dos jihadistas e fazendo o possível para minimizar as perdas civis, mesmos que seus inimigos usem inocentes como escudos humanos e coloquem seus arsenais perto de escolas e hospitais de propósito!
    No discurso dos jornalistas Israel é sempre culpado e não tem o direito sequer de se defender!
    O que dizer dos partidos de esquerda do Brasil, que sempre são contra Israel e sempre à favor dos terroristas islâmicos?!
    Como diria o judeu Einstein: “Há duas coisas infinitas: o Universo e a estupidez humana…”

Untitled Document