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França investiga desaparecimento do presidente da Interpol

Matéria publicada em 5 de outubro de 2018, 11:11 horas

 


Paris – A Polícia da França abriu uma investigação após o desaparecimento do presidente da Interpol, o chinês Hongwei Meng. A família não tem notícias dele desde que, no último dia 29 de setembro, viajou para o seu país partindo de Lyon, sede da organização policial internacional, informou nesta sexta-feira (5) a imprensa local.

Segundo a rádio Europe 1, a esposa de Hongwei, que continua em Lyon com os filhos, foi à polícia porque não tinha nenhuma informação de seu marido, de 64 anos, desde que ele viajou para a China.

A Polícia Judicial francesa interrogou a mulher de Hongwei e decidiu abrir uma investigação sobre o desaparecimento. Hongwei Meng era vice-secretário de Segurança chinês quando foi escolhido para comandar a Interpol em novembro de 2016, substituindo a francesa Mireille Ballestrazzi, para um mandato de quatro anos.

Considerado um peso pesado do Partido Comunista Chinês, sua nomeação criou grande mal-estar entre as organizações defensoras dos direitos humanos, que consideram que Pequim se serve da Interpol para perseguir opositores ao regime.

A Interpol, integrada por 192 países e que coordena a ação policial internacional, assegurou na época que o presidente não se ocupa da direção operacional da organização, tarefa do secretário-geral, atualmente ocupada pelo alemão Jürgen Stock. O artigo 3 de seus estatutos proíbe toda ingerência em matéria política.


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