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Guaidó fala à nação e conclama para manifestações ao longo da semana

Matéria publicada em 28 de janeiro de 2019, 16:06 horas

 


Caracas- O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, fez um pronunciamento, por meio de transmissão ao vivo nas redes sociais, em que anunciou manifestações em todo país, na próxima quarta-feira (30) e no sábado (2). Também agradeceu o apoio internacional e a ajuda humanitária prometidos ao povo venezuelano.

A reação dele ocorre logo após a Organização das Nações Unidas (ONU) apelar para novas eleições na Venezuela e a maior parte da comunidade internacional anunciar apoio ao governo interino.

“A nossa luta não terminou por excesso de usurpação de poder”, afirmou o interino, no início da declaração, ressaltando ter informações de que seu nome foi vetado em rádios do país. Ao conclamar para novas manifestações ao longo da semana, ele pediu que sejam “pacíficas” e frisou a palavra.

“Peço a todos os venezuelanos que saiam às ruas”, disse Guaidó. “Levando a nossa mensagem”, acrescentou o presidente interino, lembrando que a ONU deu prazo de oito dias, a contar de sábado (27), para serem realizadas novas eleições no país.

O pronunciamento durou cerca de 14 minutos e foi ao ar por volta das 23h (horário de Brasília). Guaidó usou um cenário simples para discursar: sentado em uma mesa, tinha atrás dele, do lado esquerdo do vídeo, a bandeira da Venezuela e à direita um busto de Símon Bolívar, herói nacional.

Guaidó ressaltou que é necessário cessar com as “perseguições e assassinatos” na Venezuela e com o desrespeito aos direitos humanos. Também lembrou que há cerca de 160 militares presos no país. Nos últimos dias, ele tem defendido a anistia aos militares e civis que servem ao governo do presidente Nicolás Maduro.

Sem mencionar o nome de Maduro, Guaidó se refere a ele apenas como “usurpador”. Segundo o presidente interino, o esforço será também para recuperar a economia da Venezuela, iniciando com as emergências humanitárias com apoio internacional, oferecido por vários países, inclusive os Estados Unidos e o Reino Unido.

Mais cedo, Guaidó apelou para que as Forças Armadas “não disparem mais contra o povo da Venezuela, nem reprima as manifestações que têm caráter pacífico e democrático”.

Por Agência Brasil 


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Um comentário

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    O momento é altamente propício para quem prefere ver Maduro fora do poder. Ele está isolado na América Latina depois que quase todos os partidos amigos saíram derrotados de eleições na região. A perda de maior impacto para os chavistas foi a derrocada do PT, aliado de primeira hora de Hugo Chavez (recebido com efusão e bons negócios ao longo dos governos Lula) que até hoje mantém firme seu apoio a Maduro: a senadora Gleisi Hoffmann, sempre ela, fez questão de ir a sua posse, no começo do mês. O cerco foi se fechando com a ascensão de novos governos na Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai, Equador e, agora, o Brasil – todos, neste momento, perfilados ao lado de Guaidó.
    O que dizer do PT, PSTU, PCdoB, PSB, etc… que defendem o governo ditatorial de Maduro?!!!

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