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Imigrantes são detidos e afastados dos filhos no Mississipi

Matéria publicada em 9 de agosto de 2019, 09:27 horas

 


Polícia detém imigrantes no estado norte-americano do Mississip pouco antes de visita de Trump a El Paso (crédito AB)

EUA – Cerca de 700 imigrantes foram detidos nessa quinta-feira (8) no estado norte-americano do Mississipi, apenas algumas horas antes de Donald Trump ter visitado El Paso e Dayton, cidades do Texas e do Ohio onde morreram dezenas de pessoas em tiroteios. Cerca de 300 imigrantes foram entretanto libertados, mas são ainda muitas as crianças separadas dos pais e que têm sido acolhidas por cidadãos.

A operação é considerada a maior de detenção de imigrantes nos Estados Unidos (EUA). A ICE, agência de fiscalização da imigração e alfândega dos EUA, deteve na quarta-feira (7) pelo menos 680 trabalhadores sem documentos em fábricas de processamento alimentar de seis cidades do Mississipi.

As detenções foram feitas com base em mandados de busca emitidos por agentes especiais do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, ao qual pertence a ICE. De acordo com o governo Trump, o fato de a visita do presidente às cidades afetadas por tiroteios ter ocorrido apenas algumas horas após as detenções foi uma coincidência.

Menores

Foram várias as crianças que choraram ao sair da escola e perceber que os pais não estariam lá para buscá-las. “Governo, por favor. usa o coração, deixa o meu pai sair em liberdade”, disse uma menina de 11 anos entre lágrimas. “Preciso do meu pai. Ele não fez nada, não é um criminoso”.

“Eu não posso fazer nada, mas, por favor, abram as portas aos pais que estão nas prisões. Foi o meu primeiro dia de escola e agora não sei onde vou comer hoje. Não sei o que vou fazer agora”, soluçou a criança.

Na cidade de Forest, no Mississipi, a comunidade uniu-se para apoiar as crianças que ficaram sem os pais e sem local para onde ir. Alguns voluntários conseguiram manter um ginásio aberto durante a noite para que os menores pudessem passar a noite e alimentar-se.

Bryan Cox, porta-voz da ICE, disse que a agência “tomou medidas abrangentes ao planejar a operação, de modo a lidar com situações que envolvessem adultos que tivessem crianças para cuidar ou que tivessem filhos na escola no momento das detenções”.

De acordo com Cox, dois investigadores notificaram as escolas dessas crianças sobre a operação que iria ocorrer. Deixaram contatos para onde os estabelecimentos de ensino poderiam telefonar caso houvesse crianças sem ninguém para buscá-las.

Três centenas em liberdade

Segundo a ICE, cerca de 300 imigrantes foram libertados, apesar de receber notificações para comparecer mais tarde diante de juízes. “Foram inseridos em processos em tribunais federais de imigração e terão de se apresentar em tribunal”, explicou um porta-voz da ICE. Cerca de 30 dos imigrantes foram libertados por razões humanitárias, especialmente por terem filhosque precisam de cuidados, disse a procuradoria do distrito sul do Mississippi.

Os imigrantes que não foram libertados serão transportados para centros de detenção da ICE e lá ficarão até que haja desenvolvimentos nos seus casos. “Hoje, por meio do trabalho árduo desses homens e mulheres, estamos nos tornando novamente uma nação de leis”, considerou Mike Hurst, procurador dos Estados Unidos para o distrito sul do Mississippi. A maior parte dos detidos é natural do México e da Guatemala, sendo alguns provenientes de Honduras.


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Um comentário

  1. Tá certo temos que respeitar as leis dos outros países e do nosso e além e cometer um crime ainda levam os filhos a lei já existia então resolveram correr o risco por isso o mundo tá essa bagunça ninguém respeita as leis igual a Indonésia não pode levar droga pra levam se se der bem tranquilo agora se se der mau ai e choradeira

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