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Maduro assume “responsabilidade” sobre crise econômica da Venezuela

Matéria publicada em 31 de julho de 2018, 07:28 horas

 


Bogotá –  O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, reconheceu a “responsabilidade” na crise econômica que aflige o país e estimou precisar de dois anos para “conseguir” uma recuperação com “alto nível de estabilidade”.

“Os modelos produtivos que testamos até agora fracassaram, e a responsabilidade é nossa, é minha. Precisamos levar a diante o poder econômico que temos”, disse Maduro, em uma sessão de trabalho do IV congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV).

Apesar de sua enorme riqueza em recursos, a Venezuela atravessa uma severa crise econômica, resultando em uma escassez de alimentos básicos e remédios, má prestação dos serviços públicos e uma altíssima inflação que o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima fechará em 1.000.000% neste ano.

Com frequência, o governo venezuelano atribui o fraco desempenho da sua economia a uma “guerra” liderada pelos Estados Unidos junto a fatores de oposição interna e da região, mas hoje o próprio Maduro pediu aos seus ministros que troquem as desculpas por resultados.

Para enfrentar a crise, o presidente venezuelano anunciou na semana passada uma série de medidas que incluem retirar cinco zeros das notas de bolívar, rever as mudanças na lei, efetuar o censo da frota para promover o “uso racional” da gasolina e aumentar os impostos para importação de bens de capital.

Maduro disse que deste programa de recuperação, que estima mostrar “os primeiros sinais da nova prosperidade” em dois anos, existem “muitas coisas” que deve “ir administrando”, mas pediu o apoio do partido para divulgar informações sobre as comunidades.

Analistas consultados pela Agência EFE disseram na semana passada que o plano de recuperação de Maduro é “insuficiente”, entre outras coisas, por não contar com ajuda financeira internacional.

No entanto, o presidente insistiu hoje que a “Venezuela tem tudo para ser uma potência média no contexto latino-americano” e ratificou que seu governo tem como meta elevar a produção de petróleo, motor da economia da nação, para seis milhões de barris por dia.

Segundo o último relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), elaborado a partir de fontes secundárias, a Venezuela bombeia apenas 1,39 milhão de barris diários.Mas o país disse em meados do mês que sua produção média durante o primeiro semestre de 2018 foi de 1.570.000 barris por dia e que conseguiu “parar o declínio” no bombeamento.

Reeleição

O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) reelegeu por aclamação Maduro, como líder da legenda. “Maduro foi designado e ratificado como presidente do PSUV depois de uma decisão de caráter extraordinário das bases do partido”, disse o primeiro vice-presidente da legenda, Diosdado Cabello.

Segundo Cabello, Maduro pode nomear uma nova direção nacional do partido e determinar mudanças de organização da legenda para garantir o fortalecimento do chavismo e da revolução na Venezuela.

O evento foi interrompido por uma queda de energia. A votação, que era transmitida pela emissora estatal “VTV”, foi interrompida por alguns minutos e retomada quando o problema foi resolvido. “Temos confiança absoluta no companheiro Maduro”, disse Cabello.

O presidente venezuelano chegou no fim do evento e afirmou que a interrupção no fornecimento de energia foi uma sabotagem. Além disso, agradeceu aos correligionários pela votação. “Agradeço-lhes pela lealdade. Contem com meu compromisso absoluto e máximo todos os dias”, afirmou Maduro.


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5 comentários

  1. Avatar
    CEM Reais para votar, SEM candidatos aptos depois

    O sujeito afunda um país e ainda diz que precisa de 2 anos para se recuperar? Só rindo desse pateta.

    Podem rir tbm os eleitores que pretendem PAGAR A MULTA eleitoral, pois o seu dinheiro vai ajudar nas campanhas dos candidatos, MUITOS DELES bandidos.

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    Carlos Magno de Oliveira

    A corrupção em nosso país existe à séculos, e se tornou pior após o erro dos militares brasileiros em destituir do poder em 1964 um governo eleito democraticamente pelo povo visando atender instruções externas e grupos de direita.
    Após este golpe militar somente o que vimos foi o endividamento da nação e obras superfaturadas que fizeram a alegria dos empresas construtoras que corrompiam a todos e o saldo é o que vivemos nos dias de hoje.
    No período dos militares o que vimos foi a total falta de informações sobre as corrupções daquela época, visto que os meios de comunicação e seus concessionários estavam sempre se beneficiando da situação e se enriquecendo as custas de manipular nosso povo para serem condicionados a serem escravos deste sistema que dura até hoje.
    Nunca nos últimos 50 anos este país teve governo que realmente fosse de oposição (Esquerda) e sim crias uns dos outros como podemos perceber nas formações e integrantes da direita em todos estes últimos 50 anos de desgovernos, incluindo o PT que só apareceu para detonar quem de direito deveria ter sido eleito em 1989.
    Hoje temos um país violento que falta tudo: planejamento em infraestruturas, projetos educacionais, incentivos ao desenvolvimento tecnológicos, empregos, etc… Atendimento básico de saúde começa com um povo com salários dignos e oferta de emprego, e isto falta graças aos incompetentes que administram nosso Brasil à anos.
    Para consertar nossa nação e termos independência e base econômica realmente de muitas reformas institucionais e romper com organismos de saqueiam nossas riquezas e nossas finanças com pagamento de juros de uma dívida absurda assumida com os agiotas internacionais que nos exploram e dominam nossas instituições.

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      CEM Reais para votar, SEM candiatos sérios depois

      “COM QUE AUTORIDADE ESSES SENHORES DISPÕE DO DINHEIRO PÚBLICO?” D. Pedro II

      Após o golpe militar em 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca ofereceu o equivalente a 4,5 ton de ouro para D. Pedro II já no exílio em Paris. Ele não aceitou e a família tbm se recusou a aceitar, e pediu para fazerem um documento público comprovando o retorno aos cofres públicos.

      Não se sabe até hoje o destino das 4,5 toneladas de ouro. D. Pedro II morreu pobre numa pensão em Paris, mas hoje descansa numa basílica em Petrópolis recebendo turistas do mundo inteiro, enquanto Deodoro da Fonseca está esquecido entre pobres, traficantes e prostitutas no Rio. Em maio estive lá entre alemães e franceses dentre outros visitando Petrópolis.

      Quanto ao golpe militar em 64 e às dívidas contraídas pelos militares, a história da Administração Pública é outra.

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    Já está podre de tão maduro….

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    Pelo menos esse ditador reconheceu seus erros!
    Por que Lula não reconheceu que a culpa da Maior Crise Econômica que o Brasil já teve foi dele?!

    Por que Lula não reconheceu que a culpa do Maior Esquema de Corrupção do Mundo Ocidental foi dele?!

    Essa ignorância do Lula é um tapa na cara do cidadão brasileiro!
    Como diria o ex-Senador Mão Santa: “A ignorância é audaciosa!”.

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