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Maduro comanda exercícios militares e indica que quer se manter no poder

Matéria publicada em 28 de janeiro de 2019, 07:44 horas

 


Ao comandar exercícios militares, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, demonstrou que está disposto a continuar no poder. (crédito AB)

Brasília – Ao comandar exercícios militares, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, demonstrou que está disposto a continuar no poder e não atender à manifestação feita por parte da comunidade internacional para reconhecer a legitimidade de Juan Guaidó como interino e promover novas eleições no país.

“Estamos preparando os exercícios mais importantes da história da Venezuela porque vamos demonstrar o poder militar de Forças Armadas com capacidade operacional, combate e defesa”, disse o presidente que é também o comandante-em-chefe do Exército.

Os exercícios militares foram realizados ontem (27) em Fuerte Paramacay, na região de  Naguanagua, no estado de Carabobo, sob comando de Maduro. O venezuelano promete repetir as atividades até fevereiro.

Europeus

No último dia 26, os governos da Espanha, Alemanha e da França se manifestaram a favor de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela que se autoproclamou presidente interino do país em substituição a Nicolás Maduro.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a “o povo venezuelano deve decidir livremente seu futuro”, e que a França pode reconhecer Guaidó como presidente enquanto não são realizadas novas eleições para resolver o impasse político na Venezuela.

Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro da Espanha (presidente de governo), Pedro Sánchez, estabeleceu prazo de oito dias para que Maduro convoque “eleições justas, livres, transparentes e democráticas”.

Segundo a porta-voz do governo alemão, Martina Fietz, “se as eleições não forem anunciadas no prazo de oito dias, a Alemanha está pronta para reconhecer Juan Guaido como presidente interino”.

Durante a semana, a União Europeia já havia manifestado apoio às novas eleições e à Assembleia Nacional da Venezuela. Brasil, Argentina, Colômbia, Canadá e Estados Unidos já reconheceram Guaidó como presidente.

Papa

Ontem (27), o papa Francisco, que participa da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Panamá, pediu que seja tomada uma solução justa e pacífica para a crise na Veneuzuela.

“Aqui no Panamá, tenho pensado muito sobre o povo venezuelano, a quem me sinto particularmente unido ultimamente”, afirmou o papa. “Peço ao Senhor que busque e alcance uma solução justa e pacífica para superar a crise, respeitando os direitos humanos e desejando exclusivamente o bem de todos os habitantes do país.”

Aliados de Maduro

México, Cuba, Irã e Turquia declararam apoio a Maduro. Rússia e China divulgaram manifestações incisivas contra qualquer intromissão externa na política venezuelana.

Maduro governa a Venezuela desde 2013, foi reeleito em pleito em 2018 sob suspeição. Ele diz que há um  “golpe midiático” contra a Venezuela, promovido pelos Estados Unidos.


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2 comentários

  1. Avatar

    Voltei do Chile essa semana, e lá conversei com ao menos 5 asilados…todos eram profissionais que disseram não tinham mais condições de viver dignamente em seu país. É lamentável o que o chavismo fez na Venezuela…e o pior é que a Sr. Gleise Hoffman foi lá apoiar o refime de Maduro, enquanto todo o resto fas democracias mundiais o repudiam…será que só o partido dela é que está certo? Quem está mostrando a verdadeira face fascista, o PT ou o seu adversário nas últimas eleições?

  2. Avatar

    Há um isolamento diplomático cada vez maior contra a Venezuela, tenta-se evitar um banho de sangue, infelizmente vai haver um pouco de banho de sangue!
    Como disse o vice-presidente da República do Brasil Mourão, é preciso criar um corredor de saída (que vem do manual da guerra chinês), uma saída para o ditador, e a saída é ele ir para Cuba junto com os outros criminosos, e aí vai precisar de muita ponderação do senhor Juan Guaidó, porque convocar eleições em trinta dias é impossível, vai precisar regularizar o país, e por último você tem que fazer um acerto com o regime anterior, não pense que vai colocar todo mundo na cadeia, vai ter que haver uma anistia, ou seja, pegar aqueles menos comprometidos com o chavismo…
    Sabe quantos generais tem a Venezuela?! Dois mil generais, ou seja, quatro vezes mais do que os EUA!!! Há a corrupção das forças armadas e policiais, e há as milicias, que são tropas paramilitares, ou seja, é uma situação muito complexa!
    A OEA tem que dar apoio e o Brasil também tem que ajudar a reerguer um país que foi destruído por Chavez e Maduro, que permaneceram no poder pela ajuda de Lula-Dilma e do PT!!
    O que dizer da vergonha do PT, que ajudou a manter um ditador durante vários anos na Venezuela, enviando bilhões de dólares do contribuinte brasileiro para encher a pança de ditadores sanguinários?!!!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

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