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Mortos em desabamento de viaduto em Gênova já são 37

Matéria publicada em 15 de agosto de 2018, 07:50 horas

 


Sobe o número de pessoas mortas em acidente em Gênova. (crédito AB)

Roma – A Delegação do Governo em Gênova, no noroeste da Itália, informou nesta quarta-feira (15) que o número provisório de mortos subiu para 37, como consequência da queda do trecho da Ponte Morandi, ocorrida no início da tarde de ontem. Acrescentou que há 16 feridos, 12 em estado grave.

Por volta do meio-dia (hora local) de ontem, um trecho de aproximadamente 100 metros da Ponte Morandi, que tem 1 quilômetro (km) de extensão e altura de 90 metros, caiu e deixou vários veículos sob os escombros.

Desde então, cerca de mil agentes, entre bombeiros, policiais municipais, estaduais, membros da Proteção Civil e equipes de resgate trabalham para limpar a área e buscar possíveis sobreviventes que ainda estão presos.

O diretor-geral da Proteção Civil, Agostino Miozzo, disse, em entrevista coletiva, que a prioridade absoluta é remover os escombros o mais rápido possível e proteger a área para evitar riscos de novas quedas que possam afetar os edifícios.

O ministro de Infraestruturas, Danilo Toninelli, chamou o fato de “verdadeira tragédia” e exigiu a demissão dos diretores da concessionária Autoestrade per l’Italia, filial da Atlantia e responsável pela manutenção do viaduto.

A companhia informou que atualmente estava trabalhando para garantir o pavimento da ponte. Matteo Salvini, ministro do Interior, mostrou a mesma linha de pensamento, em entrevista à emissora Radio 24. Ele afirmou que “uma companhia, como a que gerencia esse trecho da estrada, que gera bilhões de lucro, deve explicar aos italianos o motivo de não ter feito todo o possível para reinvestir uma parte desse lucro em segurança”.

Além disso, adiantou que o governo pedirá a todas as concessionárias italianas que apresentem um relatório sobre os recursos que investem em segurança das estradas e reiterou que “este desastre não ficará impune”.

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