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Não há comprovação que curados da covid-19 sejam imunes à doença, diz OMS

Matéria publicada em 25 de abril de 2020, 12:17 horas

 


Bruxelas – A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou na sexta-feira, 24, que ainda não há evidências científicas suficientes para afirmar que pessoas que se recuperaram do novo coronavírus estão imunes à doença. O comunicado se refere especialmente a governantes que têm defendido a criação de um “passaporte da imunidade” ou “certificado de risco zero” para que ex-pacientes recuperados sejam excluídos de medidas de restrição de mobilidade durante a pandemia da covid-19.

Essa medida já foi citada pelo ministro da Economia Paulo Guedes como forma de retomar atividades não essenciais nos locais que adotaram medidas de isolamento social.

“As pessoas que assumem que estão imunes a uma segunda infecção porque receberam um resultado positivo no teste podem ignorar os conselhos de saúde pública. O uso de tais certificados pode, portanto, aumentar os riscos de transmissão continuada”, ressalta a organização.

A agência lembra que o desenvolvimento da imunidade contra uma doença através de uma infecção natural é um processo de várias etapas, que geralmente ocorre de uma a duas semanas. Ela pondera, contudo, que, até 24 de abril, nenhum estudo concluiu que a presença de anticorpos confere imunidade ao novo coronavírus em humanos.

“A OMS continua revisando as evidências da respostas de anticorpos à infecção por SARS-CoV-2 (vírus da covid-19). A maioria desses estudos mostra que as pessoas que se recuperaram da infecção têm anticorpos para o vírus”, diz o comunicado. “No entanto, algumas dessas pessoas têm níveis muito baixos de anticorpos neutralizantes no sangue, sugerindo que a imunidade celular também pode ser crítica para a recuperação.”

“Testes de laboratório que detectam anticorpos para SARS-CoV-2 em pessoas, incluindo testes rápidos de imunodiagnóstico, precisam de validação adicional para determinar sua precisão e confiabilidade”, pontua a OMS.

“Os testes imunodiagnósticos imprecisos podem categorizar falsamente as pessoas de duas maneiras. A primeira é que eles podem rotular falsamente as pessoas que foram infectadas como negativas e, a segunda, é que as pessoas que não foram infectadas são falsamente rotuladas como positivas. Ambos os erros têm sérias conseqüências e afetarão os esforços de controle.”

A OMS ressalta, ainda, que os testes precisam distinguir o SARS-CoV-2 dos outros seis coronavírus humanos conhecidos (dos quais, quatro causam o resfriado comum e têm ampla circulação mundial, enquanto os outros dois causam a Síndrome Respiratória no Oriente Médio e a Síndrome Respiratória Aguda Grave). “Pessoas infectadas por qualquer um desses vírus podem produzir anticorpos que reagem de maneira cruzada com anticorpos produzidos em resposta à infecção por SARS-CoV-2.”

A organização também afirma apoiar as iniciativas de diversos países de testagem de anticorpos do novo coronavírus na população, por ajudar a entender a extensão da pandemia e os fatores de risco associados à doença, mas faz uma ressalva: “Esses estudos fornecerão dados sobre a porcentagem de pessoas com anticorpos da covid-19 detectáveis, mas a maioria não foi projetada para determinar se essas pessoas são imunes a infecções secundárias.”

Cientistas ainda analisam comportamento do vírus em curados


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5 comentários

  1. Avatar

    …ou seja a humanidade tá ferrada. Retrovirais pesquisados e utilizados contra a COVID-19 só terão eficácia comprovada ao término da COVID-50, já que a China “deixará” escapar um novo coronavírus por ano a partir de agora. Vacina??? Esqueçam!!! O vírus chinês é mais “mutante” do que o Sérgio Moro. O negócio é a humanidade mudar para China, pois lá, onde foi criado o vírus, “só” tiveram 80 mil infectados e 3 mil mortos. Tá parecendo o enredo daquele filme “2012”. Sinistro!!!

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    UÉÉÉ Pleiboi do Perequê
    25 de abril de 2020 em 23:58 VOCÊ ERROU NA CLASSIFICAÇÃO: É “BOI”, “JEGUE SARNENTO” SÃO OS ELEITORES E SIMPATIZANTES DOS NARCOGOVERNANTES DEPOSTOS! FICA A DICA!!!

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    Mais terrorismo. Se nao tem prova a favor nem contra, então cala a boca.

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      Foi só os EUA parar de “liberar” milhões de dólares pros “comi i dormi” da OMS, que o desespero bateu. Daqui a pouco publicam outra notícia apocalíptica.

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      Pleiboi do Perequê

      Valeu, cientista de Zap. Quando o Covid-19 abraçar alguém de tua família, tu vais ver o que é “terrorismo”.
      Jegue sarnento.

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