sábado, 22 de setembro de 2018

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Secretário dos EUA discute com brasileiros defesa na América do Sul

Matéria publicada em 13 de agosto de 2018, 12:10 horas

 


Mattis fará palestra sobre defesa na Escola Superior de Guerra amanhã, no Rio. (crédito AB)

Brasília – Pela primeira vez no Brasil, o secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), James Mattis, desembarcou em Brasília e abriu a agenda oficial na manhã de hoje (13) ao se encontrar com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira. À tarde, o responsável pelo Pentágono tem uma reunião fechada com o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, seguida por vários encontros bilaterais dentro do Ministério da Defesa.

Mattis ainda têm agenda na América do Sul até sexta-feira (17) com visitas ao Chile e à Colômbia. Ainda sem confirmação oficial, há expectativa de que Mattis conceda entrevista coletiva ao lado de Silva e Luna, por volta das 15h, para ressaltar temas tratados em torno de acordos e parcerias entre os dois países. Um assunto que interessa ao Brasil e pode vir à tona nas conversas é a retomada do acordo para a construção da base de lançamento de satélite de Alcântara (MA).

Em seguida, Mattis embarca para o Rio de Janeiro. Na capital fluminense, ele fará palestra sobre defesa na Escola Superior de Guerra amanhã. Também está planejada visita ao monumento à Segunda Guerra Mundial, no Aterro do Flamengo. Depois, ele segue para Buenos Aires, na Argentina.

Venezuela

Jim Mattis, como é conhecido pela imprensa norte-americana, ocupa um dos postos mais importantes do governo e está desde o início da administração Trump na pasta. Há expectativa de que na viagem à América do Sul seja tratada a crise na Venezuela.

Nos últimos dias, a suposta tentativa de assassinato do presidente venezuelano Nicolás Maduro refletiu em uma série de medidas contra opositores locais. Uma delas foi a ordem de prisão de dois deputados de oposição e mais 19 suspeitos. O Brasil e 11 países que integram o Grupo de Lima emitiram nota de repúdio à repressão de partidos de oposição e defenderam uma investigação transparente sobre o atentado. Maduro sinalizou que aceita a colaboração do FBI nas investigações desde que apure também supostos vínculos nos Estados Unidos.

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