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Venezuela corta cinco zeros das notas de dinheiro e lança pacote

Matéria publicada em 20 de agosto de 2018, 08:27 horas

 


Nicolás Maduro, lança pacote de medidas chamado  “Madurazo”. (crédito AB)

Brasília – Com uma inflação estimada em 1.000.000% neste ano pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, lança hoje (20) um pacote de medidas que inclui o chamado “Madurazo”, que é  corte de cinco zeros da moeda local, que se chamará bolívar soberano.

Porém, o governo define o atual momento de “ponto de reflexão”. “Vamos desmontar a perversa guerra do capitalismo neoliberal”, afirmou o presidente.

Segundo as autoridades da Venezuela, haverá um novo redesenho da política fiscal e tributária do país, incluindo subsídios para a gasolina, reajustada em quatro pontos percentuais, e a definição de câmbio único, que flutuará de acordo com as definições do Banco Central Venezuelano.

Novas notas

A nova moeda venezuelana, cujo símbolo é Bs.S., tem cinco zeros a menos em comparação ao bolívar, que coexistirá para operações bancárias menores.

As novas notas de Bolívar soberano são de 2, 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 já estão nos bancos e serão colocadas em circulação ainda nesta segunda-feira. Os símbolos das notas têm referência ao petróleo, pois a Venezuela tem grandes reservas.

Dona das maiores reservas mundiais de petróleo, a Venezuela observa o encolhimento da sua economia. De 1913 até este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) do país foi reduzido pela metade, segundo o FMI, que prevê uma inflação superior a 13.000% em 2018 e um índice de desemprego de 36% até 2022.

Superar a grave crise econômica, social e política será o maior desafio de Maduro. O que se passa na Venezuela também preocupa os países vizinhos, que estão enfrentando uma crise humanitária na região, pois eles não têm estrutura para absorver os milhares de venezuelanos que fogem da hiperinflação e do desabastecimento.


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4 comentários

  1. Chamem FHC…

  2. Na década de 50 a Venezuela estava entre os dez países com maior PIB per capita do mundo, contudo, desde que Hugo Chavez tomou o poder na década de 90, a Venezuela foi caindo, caindo, caindo, caindo, caindo… E, hoje, é um dos países mais pobres do mundo, contudo a elite governante não sofre, quem sofre é o povo, que foge para a Colômbia, Equador, Panamá e até para o Brasil!

    O que dizer do PT, que enviou bilhões de dólares para manter o regime ditatorial de Chavez-Maduro na Venezuela e o ex-presidente Lula, que mandava seu marketeiro pessoal João Santana para ajudar a reeleger os ditadores socialistas várias vezes?!
    Como diria o jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”…

    • Só maluco que ainda acredita em socialismo,um sonho romântico que se esvai quando o dinheiro entra em cena.China só saiu do buraco quando deixou apenas um comunismo de fachada,enquanto seus novos ricos andam de Ferrari em Pequim.E o Brasil do bolsa família quer perpetuar a dependência social para manter o curral eleitoral do PT.

    • QUEM VÊ PESQUISAS ELEITORAIS não sabe votar

      Duas situações que travaram o desenvolvimento petrolífero na Venezuela: primeiro foi a diminuição dos investimentos em tecnologia para alavancar a produção. Segundo, quando os EUA começaram a produzir petróleo do xisto, os países árabes aumentaram a produção fazendo cair a compensação do alto custo de extração americana. Com a queda no preço de mercado, a Venezuela não arrecada o suficiente para manter o país.

      E aqui entramos de gaiatos com o pré-sal, tbm de altíssimo custo de extração.

      Resultado: gasolina com preço alto que os riquinhos gostam de pagar sem se importarem com o combustível altamente poluente e adulterado, além de importado a dólares. Dólares tão necessários a outras prioridades que mandamos para o exterior.

      No Brasil o preço é alto para compensar o envio para cantões deste país continental, como para o Mato Grosso, por exemplo.

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