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A maldição das Panteras

Matéria publicada em 18 de novembro de 2019, 09:28 horas

 


Seriado detonou com a carreira de várias atrizes; ‘As Panteras’ foi um produto típico da década de 1970

Kristen Stewart, Naomi Scott e Ella Balinska deviam ter pensado duas vezes antes de embarcarem em mais um remake do seriado “As Panteras”. Porque, apesar de todo o charme e o glamour associado com os anjos do Charlie, “As Panteras” já acabaram com a carreira de muitas atrizes. Desde a primeira temporada, em 1976, que atrizes desaparecem no anonimato depois de representar as famosas mocinhas detetives.
“As Panteras” foi um produto típico da década de 1970, a era das discotecas. Naquele tempo a televisão estava saturada de seriados sobre detetives. Geralmente eram duplas onde um dos investigadores era homem, o outro era mulher, ou então um era branco e o outro negro. Foi nessa época que o produtor Aaron Spelling teve a ideia de um seriado diferente. Sobre três jovens bonitas, de calça jeans e camiseta, trabalhando para uma agência de detetives. O chefe das meninas, o misterioso Charlie, nunca aparecia. Porque o ator que fazia a voz misteriosa, John Forsythe, queria uma fortuna para aparecer em carne e osso.
As primeiras Panteras foram as atrizes Kate Jackson, Farrah Fawcett e Jaclyn Smith. Jackson interpretava Sabrina Duncan, a intelectual da turma. Fawcett era a atleta, que gostava de patinação e skate, e Jaclyn Smith era a mais bonita da turma. A única que ficava muito bem em um biquíni. A série fez um sucesso inesperado e o penteando da loira Farrah Fawcett passou a ser copiado por todas as loiras de Hollywood.
A primeira baixa na equipe foi justamente a Farrah Fawcett, que, na época, era casada com o ator Lee Majors, astro de outro seriado de sucesso, “O homem de seis milhões de dólares”. Depois de aparecer na capa de tudo quanto era revista importante, do Time a Playboy, Fawcett decidiu largar as “Panteras” e tentar uma carreira solo no cinema. Com o apoio do marido ela estrelou dois longas-metragens que foram um fracasso de bilheteria. E a loira sumiu no anonimato.
Com a saída da Fawcett o estúdio contratou outra loira para substituí-la: Cheryl Ladd, que apesar do rosto lindo e do corpo perfeito só tinha 1,60 de altura. O que criava um contraste com a Jaclyn Smith que tinha 1,70 e a Kate Jackson que media 1,74. Os diretores evitavam mostrá-la de pé junto com as colegas para que ela não ficasse conhecida como a baixinha da turma. Na terceira temporada Kate Jackson resolveu deixar o seriado para tentar uma carreira solo no cinema. Como já tinha acontecido com a Farrah Fawcett, os filmes dela foram rejeitados pelo público. Fim de carreira para mais uma ex-Pantera.

Vaga

A produção começou a procurar mais uma atriz ou modelo para preencher a vaga deixada por Jackson. E chamou a modelo Shelley Hack, que fazia comerciais para a empresa Revlon de cosméticos. Hack ficou na série durante as três últimas temporadas (1979-1981) e quando o seriado terminou, em 1981, ela voltou a ser modelo. Em 1994 Hack foi chamada para interpretar uma vilã no filme piloto do seriado “SeaQuest: Missão Submarina”, do Roy Scheider. Ela se saiu muito bem como a capitã Stark, que comanda um submarino pirata do futuro. Mas nunca mais foi chamada para repetir o papel nos três anos de duração do seriado.
No ano 2000 “As Panteras” teve a sua primeira versão para o cinema. Com as atrizes Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu. A resposta do público foi boa e um segundo filme, “As Panteras Detonando” foi produzido em 2001. Mas, depois desses dois longas, as carreiras da Drew Barrymore e da Lucy Liu foram por água abaixo. A única que sobreviveu foi a Cameron Diaz, que já tinha um bom desempenho solo. Kristen Stewart e Naomi Scott que se cuidem, para também não desaparecerem na poeira como aconteceu com 90% das ex-Panteras.

 

Jorge Luiz Calife


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