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A nova ‘Cinderela’ da Disney e o romance americano

Matéria publicada em 26 de março de 2015, 06:33 horas

 


  Longa recria a animação de 1950 agora com atores, está muito bonito e tem todos aqueles efeitos especiais que só a era da computação gráfica pode proporcionar

Filme: A madrasta continua malvada e a Cinderela boazinha (Foto: Divulgação)

Filme: A madrasta continua malvada e a Cinderela boazinha (Foto: Divulgação)

A novidade nos cinemas esta semana é a “Cinderela”. Ela mesma, que já foi chamada de Gata Borralheira aqui no Brasil e que ganha um longa-metragem com atores produzido pela Disney. Com Lily James como Cinderella, Cate Blanchett como a madrasta malvada e Helena Bonham Carter como a Fada Madrinha. O longa metragem do diretor Kenneth Baranagh segue passo a passo o roteiro do desenho animado de 1950, que foi um dos maiores sucessos da Disney no século passado.

É claro que a história da mocinha rejeitada, que casa com um príncipe, é muito mais antiga do que isso. Ela faz parte do folclore de países tão distantes quanto o Egito, a Alemanha, a França e a China. Quem inventou a história ninguém sabe, mas a versão que inspirou o desenho animado, e agora o filme com atores, é a que foi reunida por Charles Perrault e os irmãos Grimm, notórios contadores de histórias de fadas da Europa. O filme está muito bonito e tem todos aqueles efeitos especiais que só a era da computação gráfica pode proporcionar.

Felizmente a Disney não se rendeu a era do politicamente correto, como fez com “Malévola”, a versão Angelina Jolie da “Bela Adormecida”. Aqui a madrasta continua malvada e a Cinderela boazinha. Não dava para inverter os papéis.

A história quase todo mundo conhece. Quando o pai da bonita Ella morre, ela vai morar com a cruel madrasta e suas filhas. Vira uma espécie de empregada doméstica, sem direito a férias ou décimo terceiro salário. E mora com os ratos no borralho. Daí o nome da personagem em português, “Gata Borralheira” ou Cinderela em inglês, de cinder, cinzas. Maltratada e humilhada nossa heroína come o pão que o diabo amassou até conhecer o belo Príncipe Charming (Richard Madden), durante um passeio pelo bosque.

Apesar de jovem, bonitão e rico o príncipe está tendo problemas para encontrar uma esposa. Seu pai, o rei, decide resolver o problema com um grande baile para o qual estão convidadas todas as moças do reino. Cinderela prepara um lindo vestido rosa, mas ele é destruído pela madrasta e suas filhas. Felizmente para ela aparece a fada madrinha, na pele de uma Helena Bonham Carter ainda repetindo as magias da Bellatrix Lestrange dos filmes do Harry Potter.

A fada cria outro vestido, uma carruagem feita de abóbora e sapatos de cristal. Consultei minhas amigas a esse respeito e elas me contaram que sapato de salto já é uma tortura, de cristal então seria insuportável. Mas isso é um conto de fadas e ninguém vai tentar repetir na vida real.

Está tudo perfeito para Cinderela dançar a valsa com o príncipe e deixar a cozinha de uma vez por todas. Mas há um pequeno problema. Ela só pode ficar no baile até meia noite, depois o vestido se desmancha e a carruagem volta a ser uma abóbora. O melhor do filme não é a história, que todo mundo conhece e sim a interpretação dos atores e o desenho de produção, digno de um Oscar. O cenógrafo Dante Ferretti caprichou e desde a década de 1930 que o cinema americano não exibe cenários de época tão elaborados. A música de Patrick Doyle também ajuda muito a criar o necessário clima de encantamento.

 

Longa ‘Uma nova chance para amar’

 

Quem prefere um cinema mais realista pode ir ao Gacemss assistir “Uma nova chance para amar”. Um filme romântico americano com uma trama e um elenco incomuns. Annette Bening, que foi estrela na década de 1990 faz o papel de uma viúva solitária. Um dia ela conhece um homem que se parece muito com seu falecido marido (Ed Harris) e inicia um romance com ele.

Os dois atores estão no ocaso de suas carreiras. Harris foi protagonista de filmes importantes como “Os Eleitos” de 1983 e “O Segredo do Abismo” de 1989 enquanto Bening teve seu último papel importante há 20 anos no “Marte Ataca!” do Tim Burton. Ver esses dois velhos atores em uma trama romântica é no mínimo interessante.

Jorge Luiz Calife  | jorge.calife@diariodovale.com.br


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