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Aplicativo permite acesso online ao acervo do Museu da Moda Brasileira

Matéria publicada em 10 de novembro de 2015, 07:00 horas

 


Previsão de inauguração da Casa da Marquesa de Santos é em 2018

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Online: Aplicativo apresenta 100 itens das coleções do museu, entre vestidos, leques, pinturas e gravuras (Foto: Divulgação)

Um local que reúne moda, cultura e história. Essa é a proposta da Casa da Marquesa de Santos / Museu da Moda Brasileira, em São Cristóvão, que já pode ser acessado online antes mesmo da inauguração. A construção de 1826 abrigava o Museu do Primeiro Reinado e, após reforma e restauro, será transformado no primeiro museu nacional dedicado à moda.
Enquanto as obras estão em andamento, o público pode conhecer o acervo, o bairro que foi sede da corte imperial e personagens importantes da história nacional por meio do aplicativo Casa da Marquesa-São Cristóvão Cultural, disponível para Android e iOS. O aplicativo apresenta 100 itens das coleções do museu, entre vestidos, leques, pinturas, gravuras, louças, carnês de baile e porcelanas do casamento de D. Amélia com D. Pedro I.
Além disso, os usuários poderão responder a um quiz sobre a história do Império Brasileiro e tirar selfies escolhendo as molduras para fotos idênticas às existentes no acervo do museu. O app traz também o guia São Cristóvão Cultural, um mapa interativo do bairro imperial com suas instituições de cultura e lazer e seus pontos de interesse.
– A Casa da Marquesa de Santos/Museu da Moda Brasileira apresentará a moda como elemento fundamental da identidade cultural do país. Ele irá abordar a história da casa, sua importância como lugar de memória do período imperial, a Marquesa de Santos e o feminino, e vai constituir-se em um espaço especializado de conservação, pesquisa, formação e  difusão da moda do Rio de Janeiro e do Brasil – explica a secretária de Cultura, Eva Doris Rosental.

História

De acordo com a Secretaria de Cultura, o objetivo do museu é apresentar a moda como elemento importante da identidade cultural do país, de maneira integrada com a arte, as ciências, a tecnologia e a educação. O bairro de São Cristóvão abriga um arranjo produtivo local de empresas relacionadas a moda e os têxteis  e a Casa da Marquesa de Santos será um local especializado na conservação, pesquisa, formação e difusão da moda do Rio de Janeiro e do Brasil.
O acervo do Museu do Primeiro Reinado será mantido na Casa da Marquesa. O espaço também vai abordar a história da casa que testemunhou o romance entre D. Pedro I e Domitila de Castro Canto e Melo, a Marquesa de Santos, a participação da mulher na história nacional, hábitos e convenções sociais e a moda brasileira, além de exposições itinerantes. O imóvel, de inspiração neoclássica, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC).
– O Rio de Janeiro tem uma história e uma marca relacionada à moda reconhecida internacionalmente e São Cristóvão é um polo produtivo de moda, com mais de 300 empresas. A Casa da Marquesa de Santos é um bem arquitetônico da cidade que voltará a ser aberto ao público com um tema inédito no Brasil que é a moda. Será um espaço cultural autêntico, comprometido com sua história e as demandas museológicas contemporâneas – afirmou a diretora da Casa da Marquesa de Santos/ – Museu da Moda Brasileira, Márcia Bibiani.
Ao mesmo tempo em que a Secretaria de Cultura e o Instituto Cultural Cidade Viva trabalham na restauração da Casa da Marquesa de Santos e na implantação da nova proposta para o espaço, a equipe técnica do museu prossegue a pesquisa, documentação e preservação do acervo.
Também será construído um prédio anexo para abrigar um espaço multiuso e áreas técnicas e administrativas do museu. A previsão de inauguração da Casa da Marquesa de Santos/Museu da Moda Brasileira é em 2018 e deverá oferecer cursos sobre história da moda, modelagem e conservação têxtil.
Paralelamente, a Casa da Marquesa/Museu da Moda Brasileira passa por um processo de renovação conceitual que visa fortalecer sua importância histórica como lugar de memória e que celebra sua mais ilustre residente, tornando-se assim um espaço cultural autêntico,  comprometido com sua história e as demandas museológicas contemporâneas.


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