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Artesanato se torna opção de negócio para empreendedores

Matéria publicada em 21 de junho de 2022, 09:21 horas

 


Um exemplo é a artesã Shimeiny Nunes, que montou uma loja de laços virtual e defende a atividade como uma profissão

Barra Mansa – “O artesanato na minha vida não é um hobby ou terapia, é um negócio”. Foi por meio dessa afirmação que a empreendedora Shimeiny Nunes, de 38 anos, moradora de Barra Mansa, explicou o que hoje vem ocorrendo com muitas pessoas que optaram em apostar no artesanato como profissão e principal fonte de renda. Filha da professora de artesanato aposentada, Regina Gomes Nunes, de 65 anos, e sobrinha da artesã Lourdes Nunes, de 71, Shimeiny é proprietária de uma loja virtual de laços artesanais exclusivos, feitos com tecido de linho e bordados a mão, que hoje são comercializados em todo o Brasil.

“Sempre tive sonho de empreender e, com o nascimento da minha filha, minha vida re-significou e descobri que não cabia mais dentro de uma fábrica. A Elisa não usava laços, porque eles escorregavam nos poucos fios, e foi então que a minha mãe, professora de artesanato, me ajudou em uma pesquisa e estudos para encontrarmos os melhores modelos, técnicas de fixação e bordado. Foi nesse momento que identifiquei que estava nascendo um negócio. Abri uma página no Instagram em novembro de 2020 e logo as primeiras clientes chegaram. Todas buscando exatamente por laços de tecido linho, bordados , atemporal e que fixassem nos poucos fios de cabelos”, comemora a artesã.

De acordo com Shimeiny, embora o artesanato sempre tenha sido muito presente na sua minha família, hoje ela buscar encarar a atividade com profissionalismo e, por conta disso, está sempre na busca de aprimorar o trabalho desenvolvido com estudos, cursos e pesquisas de técnicas para que seu produto final possa ter um diferencial.

“Quando comecei a fazer os laços eu pesquisei muito até chegar a um produto que não escorrega. As pessoas ainda não valorizam as técnicas, mas artesanato exige habilidades que são adquiridas com muito treino. Não é só pegar um tecido e fazer”, defende a artesã.

Segundo ela, apesar de ser cultural a não valorização dessa profissão, muitas das vezes exercidas por avós e bisavós, que em outras décadas costuravam ou faziam pequenos bordados, é muito importante que se defenda, nos dias atuais, a atividade como uma fonte de renda para muitas famílias.

”Meus avós faziam artesanato, minha mãe e minhas tias também fazem e são minhas grandes influenciadoras. Mas o artesanato na minha vida é uma opção,. é um negócio e o nosso objetivo é crescer e poder ajudar mães em estado de vulnerabilidade financeira, ensinando-as bordar e terceirizando parte dos nossos processos”, concluiu a empreendedora, que comercializa os produtos na página: @artes.nunes.baby

 

 

Talento que vem de família

Uma das inspirações de Shimeiny, a mãe dela, Regina Gomes Nunes, avalia com orgulho o modo como a filha encara a profissão.

“Eu me aposentei como professora de artesanato, sempre foi o trabalho que garantiu a minha renda, mas hoje vejo que a minha filha tem outros pontos de vista com relação à profissão. É outra realidade, ela está sempre buscando aprimorar e ainda tem a internet, que é uma ótima ferramenta”, ressalta Regina que, embora aposentada, ainda continua produzindo seus artigos em crochê, bordados e tecidos.

A tia de Shimeiny, Lourdes Nunes, que aprendeu o artesanato quando ainda era criança, também acompanha de perto o desenvolvimento da sobrinha na profissão. “Fico feliz em ver que o talento da família se tornou uma oportunidade de negócio para ela”, comentou a artesã, que hoje prioriza produtos com a proposta de sustentabilidade, produzindo artigos como bolsas, acessórios, brincos, entre outros, com papel reciclado, além do crochê e algodão.


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