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As maravilhas do espaço sideral

Matéria publicada em 5 de setembro de 2019, 09:00 horas

 


Telescópio James Webb vai iniciar nova era na exploração do universo

A agência espacial americana, NASA, anunciou semana passada que terminou a montagem do James Webb. O novo telescópio espacial que vai substituir o famoso Hubble. O James Webb será enviado ao espaço em março de 2021 e custou 9,7 bilhões de dólares. Espera-se que o James Webb seja capaz de detectar sinais de vida em planetas extra-solares. Ou seja, planetas que orbitam outras estrelas que não o Sol, e estudar a formação das primeiras estrelas do universo há 13,5 bilhões de anos.
Ao contrário do Hubble, que fica numa órbita baixa a 600 quilômetros de altura, o James Webb vai estacionar no ponto Lagrange2, a um e meio milhões de quilômetros da Terra. O que significa que ele não poderá ser consertado por astronautas, como aconteceu com o Hubble. Tudo precisa funcionar com perfeição, sem margem para erros. Quando subiu ao espaço, em 1992, o Hubble era míope devido a defeito de polimento em seu espelho e teve que receber um dispositivo de correção ótica, um óculos espacial, para poder enxergar direito.
A era do Hubble já se estende por três décadas e revolucionou a astronomia. Aprendemos mais sobre o Universo nos últimos vinte anos do que em toda a história da humanidade. O Hubble revelou a beleza oculta no espaço sideral, com galáxias e nebulosas que parecem criações de um artista inspirado. Mas o Hubble é apenas um elemento de uma frota de observatórios espaciais. Como o COBE, o satélite que captou o brilho do Big Bang, a explosão que criou o Universo há mais de 14 bilhões de anos. E o Kepler, que mostrou que a nossa galáxia esta repleta de sistemas solares semelhantes ao nosso.
Enquanto o Hubble e o Kepler miravam no espaço profundo, uma flotilha de sondas espaciais esquadrinhou o sistema solar. Naves como a Cassini, que revelou a incrível complexidade dos anéis de Saturno e a existência de oceanos ocultos em suas luas geladas. E a Juno, que mostrou o colorido e os panoramas mutáveis das nuvens do planeta Júpiter.
Essa primeira era de exploração sideral está chegando ao fim. O Hubble encontra-se no final de sua vida útil, a Cassini se autodestruiu nas nuvens de Saturno, o Kepler também foi desativado e resta apenas a Juno, que ainda orbita o gigantesco Júpiter e suas luas. Mas não é o fim da exploração do espaço. Uma nova geração de sondas já entrou em ação ou se encontra em fase de planejamento.
E a exploração do Universo, que antes era monopólio de grandes potências econômicas como os Estados Unidos e a União Europeia se diversificou. Amanhã a sonda espacial indiana Chandrayan 2 tentará pousar no polo sul da Lua, seguindo o caminho do robô chinês Yutu 2 que já se encontra naquela região. Recentemente o Yutu descobriu uma substância gelatinosa, desconhecida em uma cratera lunar que surpreendeu os cientistas. Os chineses analisaram a substancia com os instrumentos do robô, mas ainda não revelaram o que descobriram.
A NASA americana está projetando um drone voador para explorar a atmosfera de Titã, a maior lua de Saturno. Titã tem um ambiente semelhante ao da Terra, com lagos, mares e chuva. Mas devido ao frio a água foi substituída pelos gases liquefeitos, como a amônia e o metano. E os exobiólogos suspeitam que algum tipo de vida, baseada em metano, pode ter se desenvolvido por lá.
Outra sonda espacial, a Gaia, revelou que as estrelas de nossa galáxia, a Via Láctea, se aglomeram em padrões que lembram as ondas, os rios e as montanhas do nosso planeta. O que causa esse fenômeno ainda é desconhecido. Mas é preciso ter paciência porque a exploração do Universo esta apenas começando. E as maravilhas nunca terminam.


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