domingo, 12 de julho de 2020

TEMPO REAL

 

Capa / Lazer / As novas formas de lazer

As novas formas de lazer

Matéria publicada em 29 de junho de 2020, 20:05 horas

 


Jogos de mesa são ótimos para quem têm crianças em casa; eles podem ser boas opções nas noites frias de inverno

War: O tabuleiro com o mapa mundi

A pandemia está obrigando as famílias a descobrirem novas formas de lazer. Como não é seguro ir ao shopping e os cinemas continuam fechados, a diversão precisa ser encontrada dentro de casa. A internet ajuda muito, com uma variedade de filmes e séries, que podem ser assistidas no conforto do lar. Mas, os divertimentos antigos, de um tempo anterior à internet, também podem ser um bom meio de manter as crianças entretidas, principalmente nessas noites frias de inverno.
A minha geração conhece bem os jogos de mesa, que não precisam de conexões rápidas e podem ser jogados até à luz de velas. Os mais antigos são o Banco Imobiliário e o War, que muita gente ainda tem guardados lá no fundo do baú. Um pouquinho mais moderno é o RPG, ou Role Playing Game, que foi moda na década de 1980, depois que apareceu no filme “E.T.” do Steven Spielberg.
Os velhos jogos de mesa têm uma vantagem sobre os jogos virtuais, aqueles da internet. Eles aproximam pais e filhos, enquanto os games da internet deixam a criança isolada, colada na tela do computador durante horas. O que não é nem um pouco saudável. O mais velho de todos é o Banco Imobiliário, também conhecido como “Monopólio”. Ele foi criado em 1903 pela americana Lizzie Magie e chegou ao Brasil 60 anos depois, aí no início da década de 1960.
O jogo tem um tabuleiro, dados e marcas e os jogadores compram e vendem terrenos. Quando o marcador de alguém para no terreno de um adversário ele precisa pagar aluguel. Que pode ser alto se o dono do terreno tiver construído casas e hotéis nele. Os jogadores recebem uma soma de cédulas do jogo no início e o Banco Imobiliário é ótimo para ensinar as crianças a lidar com dinheiro e dar troco. No Brasil tem uma versão com os personagens da Liga da Justiça. Onde os participantes podem assumir o papel do Batman, do Super-Homem ou da Mulher Maravilha e comprar terrenos e empresas de Gothan City ou de Metrópolis. Em uma partida com o meu sobrinho eu cheguei a ser dono do jornal “Planeta Diário”.
Já o “War” foi criado em 1957 pelo cineasta francês Albert Lamorrise com o nome de La Conquête du Monde (A conquista do mundo) e é conhecido no exterior com o nome de “Risk”. No Brasil ele chegou na década de 1970 e pode ser jogado por até seis pessoas, como o “Banco Imobiliário”. O formato é o mesmo, com um mapa onde os jogadores movem suas peças e um conjunto de dados que controlam os movimentos. O objetivo aqui é invadir países com exércitos de peças de plástico assumindo o controle de seus territórios. As versões mais modernas incluem aviões além das tropas terrestres. Não é tão educativo quanto o Banco Imobiliário, mas também é um bom passatempo. Nele as crianças aprendem um pouco de geografia, localizando os países no mapa mundi do jogo.
O RPG, o Role Playing Game, é certamente o mais sofisticado e moderno dos jogos de tabuleiro. Ele é uma forma moderna de contar histórias onde os ouvintes participam do desenvolvimento da trama. Há gerações que as crianças gostam de imaginar que são personagens de uma história de aventuras. O que o RPG fez foi criar um conjunto de regras e colocar a brincadeira dentro de casa, com as pessoas sentadas em torno de uma mesa. No RPG existe um “mestre do jogo” que estabelece o cenário, e a trama da história. E os jogadores assumem o controle dos personagens, imaginando o que eles fariam em cada situação. O jogo inclui um mapa e dados com faces múltiplas.
A primeira versão do RPG foi o “Dungeons and Dragons” (Masmorras e dragões) que se passava em um cenário de romance de espada e magia, tipo “O Senhor dos Anéis”. Atualmente existem dezenas de versões com cenários de ficção científica ou fantasia. Existem também as versões virtuais, que podem ser jogadas pela internet. Mas, não incluem o prazer de sentar com as crianças em torno de uma mesa e ver como elas reagem ao desenrolar de uma história. Sem falar nas vantagens como entretenimento nesses tempos de isolamento.

RPG: Os manuais e as peças do Dungeons and Dragons

Jorge Luiz Calife

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document