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Biblioteca Municipal tem acervo para incentivar leitura infantil em Barra Mansa

Matéria publicada em 8 de abril de 2017, 15:00 horas

 


Barra Mansa – Com um acervo de aproximadamente 20 mil livros, a Biblioteca Pública Municipal de Barra Mansa, que funciona no Palácio Barão de Guapi, é um espaço gratuito de incentivo à leitura infanto-juvenil. O local possui um setor direcionado especialmente a esse público e a cada dia vem conquistando mais sócios, conforme afirma o gerente do Programa de Patrimônio Cultural, Luis Felipe da Silva Carvalho.

No mês em que se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil (2) e Dia nacional do Livro Infantil (18), Carvalho destaca que a biblioteca hoje é o principal acesso a leitura gratuita, principalmente para as crianças de famílias que não possuem poder aquisitivo para acompanhar os preços das tradicionais livrarias

– Na biblioteca as crianças têm acesso a um grande número de títulos variados e todo empréstimo é gratuito. Hoje atendemos muitas escolas próximas e de bairros afastados. Como a maioria das escolas não tem biblioteca, nós somos a única opção de muitos leitores. É um espaço pequeno, mas com muitas opções e livros indicados para o publico infanto-juvenil – salientou o gerente.

Além de receber os pequenos visitantes, na companhia dos pais ou algum responsável, atualmente a biblioteca realiza parcerias com as escolas promovendo visitas guiadas e apresentação de seu acervo. Futuramente, conforme disse Carvalho, serão implantados no local projetos voltados especificamente para o público infanto-juvenil, entre os quais estão incluídos contação de história; rodas de leitura e atividades lúdicas.

– Atualmente a biblioteca passa por uma reestruturação e busca encontrar soluções criativas para o desenvolvimento da cultura da cidade e para revitalização do seu acervo. Ainda estamos no inicio dos trabalhos e temos um longo caminho, mas todos na Fundação de cultura estão motivados e empenhados. Nosso objetivo é que esse espaço seja um farol de leitura para toda a população, principalmente as crianças – comentou o gerente.

Espaço: Biblioteca busca aproximação com público ainda no início da fase de leitura (Foto: Divulgação)

Espaço: Biblioteca busca aproximação com público ainda no início da fase de leitura (Foto: Divulgação)

Virando sócio

A Biblioteca Municipal fica aberta de segunda à sexta de 8h às 17h e todo cidadão ,de qualquer idade, pode pegar livros emprestados gratuitamente, desde que apresente trazer RG, CPF e comprovante de residência.

O setor infantil tem emprestado muitos livros, segundo Carvalho, e muitas crianças são levadas por pais, avós, tios ou algum adulto que já seja sócio da biblioteca.

– O mais legal é que a ficha pode ser feita no nome da própria criança. Dessa forma ela pode pegar os livros que quiser acompanhada não só dos pais, mas também de outros responsáveis. É interessante que muitas crianças levam para casa, mas muitas também aproveitam o espaço da leitura que já existe na biblioteca – observou Carvalho, ao acrescentar que muitos pais, na companhia dos filhos, também acabam se tornando sócios e adeptos à leitura.

Mãe do pequeno Grabriel da Silva Cruz, de quatro anos, a pedagoga Renata da Silva Diniz, de 30 anos, afirma que o fato de levar o filho na biblioteca, para que ele possa escolher os livros de história faz toda a diferença para que ele se torne um bom leitor. Embora ele ainda não saiba ler, ela faz questão de fazer a leitura que, conforme afirma, sempre prende a atenção do pequeno.

– Quando eu o levo até a biblioteca e deixo escolher a historinha que ele quer ouvir, acaba que isso faz com que ele se concentre na hora da leitura, já que foi algo que ele quis ter conhecimento de acordo com o que o atraiu pela capa e suas ilustrações. O período para ficar com os livros é de quinze dias, mas sempre entregamos antes para pegar outros novos – disse a pedagoga, ao ressaltar que o incentivo dos pais sempre será determinante para que uma criança se torne um bom leitor.

A estudante Júlia Vitória Fernandes, de 14 anos, também é sócia de uma biblioteca e conta que foi incentivada pela madrinha, logo que se alfabetizou. Segundo ela, poder ter contato com inúmeros livros e escolher qual levar, contribuiu para cada dia mais se visse apaixonada pela leitura. Atualmente, na adolescência, ela ressalta que já deixou os contos de fada de lado e que hoje a busca é por livros juvenis.

– Minha madrinha me levou uma vez para escolher um livro, assim que aprendi a ler, e nunca mais deixei de pegar. O incentivo que ela me deu fez toda a diferença para que me interessasse por livros. Comecei a ler aos sete anos e espero nunca mais parar – comenta a adolescente, ao afirmar que a leitura também vem contribuindo muito para melhor seu vocabulário.

 

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)

 

 


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