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Caçando androides na internet

Matéria publicada em 25 de setembro de 2017, 13:44 horas

 


Seres artificiais podem ser bons ou maus dependendo do filme; longas sobre androides incluem dramas, comédias, filmes de terror e até um balé muito famoso

O clássico “Blade Runner”, o caçador de androides, completa 35 anos e o tema dos seres artificiais continua muito popular. Só nesta década já tivemos as mulheres robôs do filme “Ex_Machina: Instinto Artificial”, a androide de “Vigilante do Amanhã”, e teremos um novo Blade Runner ainda este ano. Uma olhada na filmografia, disponível em DVD, revela dezenas de títulos onde as criaturas sintéticas são boas ou más dependendo do ponto de vista do roteirista. Os filmes sobre androides incluem dramas, comédias, filmes de terror e até um balé muito famoso. E existem desde os tempos do cinema mudo.

Talvez o primeiro androide do cinema tenha sido o Frankenstein da Mary Shelley. Que teve sua primeira versão filmada em 1910. A criatura do filme é um androide do tipo orgânico, feito com pedaços de cadáveres. E que ganha vida graças a energia captada dos raios, durante uma tempestade elétrica. Considerado um clássico do terror, Frankenstein também é um filme de ficção científica. Porque extrapola o conhecimento científico da época, incluindo a ideia de que a origem da vida estaria ligada a eletricidade.

O segundo androide mais famoso do cinema é a robô Maria, estrela de outro filme mudo. O clássico “Metropolis”, que Fritz Lang filmou em Berlim, no ano de 1927. Metropolis pode ser encontrado na versão colorida e musicada, dos anos de 1980. Quando o filme se tornou popular graças a um videoclipe do grupo Queen. Como Frankenstein, Maria é uma androide maligna. Como a Alicia Vikander, no recente “Ex_Machina: Instinto Artificial”, ela tem um invólucro feminino cobrindo um interior mecânico. E acaba queimada na fogueira como uma bruxa.

Talvez a primeira androide do bem tenha sido a dançarina robô Olympia, do clássico “Contos de Hoffmann”. O filme, baseado na ópera do mesmo nome, teve várias versões para o cinema. Mas a melhor de todas é a produção inglesa de 1951 estrelada pela bailarina Moira Shearer. Ela é Olympia, uma bailarina androide que desperta a paixão de seu criador. Olympia dança, dança e acaba se desmontando toda.

Um detalhe interessante é que as androides femininas são mais populares e tiveram mais filmes dedicados a elas do que as versões masculinas. Talvez por uma questão de estética. Um desses filmes é “A Mulher Perfeita” de 1949. Um cientista excêntrico cria uma cópia robô da namorada de um amigo. Mas a moça descobre e toma o lugar do robô, para mostrar que é melhor do que qualquer cópia. O filme tem um tom de farsa e ninguém se machuca.

Na década de 1960 os androides não metiam medo e viraram tema de comédia. Como a sátira “Bonecas Explosivas” do italiano Mario Bava (1966). O famoso astro de filmes de terror Vincent Price é o doutor Goldfoot. Um gênio do mal que pretende dominar o mundo com um exército de mulheres robôs. Mas o plano é frustrado por um trio de atrapalhados agentes secretos. A ideia foi copiada no segundo filme do Austin Powers, aquele do Mike Meyers.

Em 1982, o Blade Runner do Ridley Scott deu um tom existencialista ao tema. Os androides do filme se revoltam contra os seres humanos desesperados com suas vidas curtas. Eles são seres orgânicos como o Frankenstein. Se fosse mecânicos como a Ava do “Ex_Machina” (2014), do diretor Alex Garland, eles poderiam “viver” para sempre. Afinal, uma criatura mecânica pode substituir partes defeituosas e continuar funcionando indefinidamente.

Quase todos esses filmes estão disponíveis em DVD, os mais modernos em Blu-ray. Os filmes mais antigos, como “Metropolis” e o “Contos de Hoffmann” podem ser vistos no YouTube ou baixados de graça da internet. É só sair caçando androides pela web.

 

Por Jorge Luiz Calife

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Um comentário

  1. Falta uma adaptação decente de algum conto ou romance do Isaac Asimov, o grande mestre do gênero. Ao invés de gastar centenas de milhões de dólares em efeitos especiais em um roteiro fraco, poderiam simplesmente escolher boa história entre as centenas – talvez milhares – que esse autor já publicou.

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