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Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis expõe ‘Coisas do Mar’

Matéria publicada em 13 de janeiro de 2017, 08:15 horas

 


Angra dos Reis – A Cultura deixou de ser uma fundação e passou a ser uma secretaria executiva. O objetivo é enxugar custos da antiga Cultuar e investir essa economia no fomento aos projetos culturais e apoiar os artistas.

O foco é usar qualquer recurso disponível para a arte. E nesse tom encaixa a transferência da cultura para a Casa Larangeiras.

– Com menos cargos e funcionários, seremos mais ágeis para atender a demanda de quem faz cultura. Mas, o mais importante é montarmos uma equipe para buscar recursos de leis de incentivos federal e estadual, além de ensinar o artista a ser um produtor para viver de arte – explica o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Rabello.

A Secretaria Executiva de Cultura e Patrimônio está ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Um das ações já tomadas pelo secretário executivo, João Willy, foi a entrega do prédio onde funcionava a administração da extinta Fundação Cultural e se pagava mensalmente o valor de R$ 8.074 em aluguel. Hoje, com um quadro de funcionários reduzido, a secretaria está funcionando no terceiro andar da Casa Larangeiras. Embora seja um espaço cultural, Willy afirma que as atividades no local não serão interrompidas.

– Voltar para a secretaria quer dizer uma economia anual de, no mínimo, um milhão e meio de reais. Hoje a secretaria cabe na Casa Larangeiras, sem interferir nas atividades do espaço. Hoje estamos sem recurso, então, a primeira tarefa aqui é ser criativo, diminuir os custos para equilibrar as contas para sobrar recursos para fazer cultura – declarou.

De acordo com João Willy, nesse primeiro momento a ideia é equilibrar as finanças, mas sem tirar o poder de investimento e de ação da cultura.

– Nesse momento é readequar a cultura para que a gente possa sair dessas contas que estão sendo gastas como, por exemplo, o aluguel de imóvel. A intenção é virar essa página de não ter condições de dar apoio ao artista ou contratar e ficar devendo. Esse é o trabalho – explicou, dizendo ainda que uma secretaria tem a mesma possibilidade de conseguir verbas e ter o fundo municipal de cultura funcionando.

Subvenções

Outra medida tomada pela nova gestão foi a suspensão provisória das subvenções do Coral da Cidade que recebia 450 mil por ano e do Ateneu de Letras Angrenses, que recebia a quantia de 80 mil anualmente.

– O atraso de pagamento das subvenções para estas importantes instituições supera mais de um ano. Acho que o artista está vendo a atual situação. O modelo de gestão estava esgotado, superado e não funcionava. Além disso, a situação é crítica. Todos os municípios estão cortando despesas. O Fernando Jordão diminuiu 800 cargos comissionados. Acho que o artista está entendendo que nesse primeiro momento a gente vai passar por período de turbulência, de dificuldade. É difícil, mas é preciso fazer isso agora, porque se deixarmos para depois, vai ser muito mais difícil de recuperar um investimento lá na frente. Cada atividade será contemplada de uma forma diferente e vamos negociar ponto a ponto com os interessados – falou o secretário.

Segundo ele, o desejo do setor artístico é um só, ver a cultura movimentar a cidade.

– Sou a favor de tudo que venha para a melhoria, mesmo que sejam medidas de corte para readequação. Se o momento atual pede o replanejamento, novas formas de se pensar e fazer cultura, então, que seja agora – disse o ator Maykon Renan.

Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis apresenta a mostra ‘Coisas do Mar’

Está aberta para visitação do público, na Casa de Cultura Poeta Brasil dos Reis, a exposição “Coisas do Mar”, das artesãs Zuleide Rodrigues e Izabele Luzia. Trata-se de uma exposição dupla com a participação de Zuleide Rodrigues, atuante na área há mais de trinta anos.

As artistas têm em comum o fato de trabalharem com conchas, fibra da bananeira e material de demolição. A exposição dá uma amostra da singularidade da produção em forma de pintura e colagem de conchas em objetos cotidianos, além da criação de novas peças que podem ser utilizadas no dia a dia.

A exposição pode ser visitada até o dia 29 de janeiro, de terça a sexta-feira, das 10h às 20h; sábado, das 10h às 16h; e domingo, das 9h às 14h.


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