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Casa do Imigrante visa resgatar cultura italiana em Porto Real

Matéria publicada em 28 de janeiro de 2017, 17:15 horas

 


Espaço completa cinco anos de funcionamento com uma lista de mais de 11 mil visitantes

Porto Real – Um Centro Cultural criado para resgatar a história de Porto Real, bem como a importância que colonização italiana teve para o município. Esse é o papel da Casa do Imigrante, que é considerada um orgulho para os portorealesenses, que tem no espaço a oportunidade de fortalecer raízes.

Neste ano, a Casa do Imigrante vai completar cinco anos de funcionamento e, nesse período, já somou mais de 11 mil visitantes da região, de outros estados e também de países como o Japão, Itália, Holanda, França, Argentina, Estados Unidos, entre outros.

Conforme destaca a turismóloga Danielle Delfino, a Casa do Imigrante conta com um acervo histórico que vai desde a colonização italiana até a industrialização.  No centro tem cerca de cem peças entre relógios, rádios, moedor de café, panelas, ferros a carvão, máquina de costura e cerca de 200 fotografias dos primeiros imigrantes e famílias que compõem a história do município. O local também oferece aos visitantes recortes de jornais e fotos da e fotos da participação dos descendentes italianos de Porto Real na novela Terra Nostra, exibida em 1999.

– A casa é uma marca e um grande orgulho para os moradores de Porto Real, porque aqui eles encontram o verdadeiro resgata da historia da cidade, que teve início com instalação do Engenho Central da indústria açucareira, a vinda de Dom Pedro II e a Família Real, passando pela colonização italiana e finalizando com a chegada à fase da emancipação da cidade e sua industrialização – comentou Danielle, ao informar que grande parte do acervo da Casa do Imigrante foi doada por descendentes de italianos que moram em Porto Real.

Nos quase cinco anos de funcionamento do espaço, a turismóloga destaca que um dos momentos mais importantes para a Casa do Imigrante foi a participação na14ª Semana de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no ano passado, em vários municípios do Brasil.

– O evento foi muito importante porque através dele a Casa teve ainda mais notoriedade, atraindo visitantes de vários lugares. Hoje já passaram por aqui pessoas de todos os cantos do Brasil, pessoa da nossa região, que estão sempre nos prestigiando, e também visitantes de outros países. Todos ficam encantados com o nosso acervo histórico – disse.

Acervo: No centro tem cerca de cem peças entre relógios, rádios, moedor de café, panelas, ferros a carvão e máquina de costura (Foto: Divulgação)

Acervo: No centro tem cerca de cem peças entre relógios, rádios, moedor de café, panelas, ferros a carvão e máquina de costura (Foto: Divulgação)

Orgulho Italiano

Presidente da Associação Vittório Emanuelle II, que também tem por finalidade difundir a cultura italiana em Porto Real, Humberto Ettore fala com orgulho sobre a importância da Casa do Imigrante. Segundo ele, o espaço além de fortalecer o turismo local, ainda contribui com a fomentação do comércio e a economia da cidade.

– É um espaço que conta em detalhes, através de fotografias, peças e maquinários, a história da colonização italiana, que foi de grande importância para Porto Real. A nossa associação também trabalha nesse sentido, tanto que neste ano faremos a 18ª edição da Festa da Cultura Italiana de Porto Real, e o serviço prestado pela Casa do Imigrante vem ao encontro do nosso objetivo. Com certeza, é um espaço que dá muito orgulho aos descendentes de italiano e também para quem fica conhecendo a nossa história – finalizou o presidente, descendente de italianos.

A Casa do Imigrante está aberta de terça a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h. Visitas em grupo devem ser agendadas pelo telefone (24) 3353-1221. O endereço é Avenida Dom Pedro II, sem número, Centro (anexo ao Horto Municipal).

Primeira Colônia Italiana do Brasil

Diante de uma crise que assolava a Europa, em séculos passados, camponeses foram despejados de suas casas, artesãos substituídos por máquinas e, com isso, famílias inteiras ficaram sem trabalho, sem dinheiro e sem comida.

Foi neste contexto que o governo brasileiro, precisando de mão de obra para substituir os escravos nas lavouras de café, fez promessas de uma vida próspera e feliz e convidou famílias italianas para viverem no Brasil.

Com o coração cheio de esperança, inúmeras famílias italianas aceitaram o convite e decidiram partir para terras brasileiras. Numa difícil e longa viagem organizada por Clementina Tavernari com o auxílio de seu secretário Enrico Secchi, 100 famílias deixaram a região de Emília Romana com destino a Santa Catarina, a bordo do navio a vela Anna Pizzorno. Quand finalmente, desembarcaram no porto do Rio de Janeiro, o país estava sendo assolado por uma terrível epidemia de febre amarela, fazendo-se necessário permanecer de quarentena em Porto Real.

Chegando a Porto Real os imigrantes italianos se depararam com muitas dificuldades.  Algum tempo depois, quando deveriam completar a viagem até Santa Catarina, muitos optaram ficar em Porto Real porque verificaram que, apesar das adversidades que encontraram por aqui, a terra era muito fértil, e eles já possuíam o mínimo para a sobrevivência dos seus filhos. Eles tiveram seu pedido aceito por D. Pedro II e foi desta forma que nasceu a Primeira Colônia Italiana do Brasil – Porto Real, que no passado era conhecida como “Terra do Minhocal” devido ao desenho formado pelo contorno do Rio Paraíba do Sul em suas terras, e pertencia ao município de Resende.

D. Pedro II tinha um especial apreço por Porto Real. Por várias vezes visitou a Colônia ficando hospedado na mansão do Conde Wilson, que ficava as margens do Rio Paraíba do Sul e que mais tarde passou a se chamar Fazenda D. Pedro. A embarcação da Família Real ficava atracada em um pequeno porto que existia na propriedade. Fato que inspirou o nome da cidade: Porto Real.

 

Por Roze Martins

(Especial para o DIÁRIO DO VALE)

 


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8 comentários

  1. Avatar

    Porto Real pouco atrativa no quesito lazer e cultura. Qto ao mini museu OK .Nada com tta relevância ,nasci nas Minas Gerais e tudo que tem n mini museu tinha em Mg. Não existiu filmagem de novelas de resto tudo do acervo usamos nos roça. Sem contar w a linda festa italiana era restrita a eles Italianos e descendentes.Só de uns 3 anos para cá tornou se aberta a população. Precisam saber mais de Turismo e interesse da população que não é composta só de Italianos. Acorda PORTO REAL.

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      A festa sempre foi aberta , só que é pouca divulgada vou desde a primeira e não sou dá comunidade italiana.
      A prefeitura tem que investir mais.
      Em nova Trento que é uma comunidade italiana em SC eles tem viniculas como lá o clima não é muito propício os donos encomendam as uvas de outras regiões e lá só é feito o vinho.
      Eles explicam quando visita a viniculas.
      Já em Pomerode que é de origem alemã eles fabricam cervejas artesanais.
      Paraty tem as cachaças.
      Porto Real que é de origem italiana é muito sem estrutura , mas poderiam fazer uma parceria com as pousadas de Penedo na é poça dá Festa é aos poucos ir melhorando o turismo durante o ano.
      Inclusive no Carnaval.
      Pois Bananal é um ovo e tem um ótimo carnaval,produz cachaças…
      Enfim a cidade tem história e potencial mas a secretaria de turismo não investe, se é que tem secretaria de turismo.

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      Ok….Divagando…É por aí mesmo.

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      Divagando, no frigir dos ovos rs,dissemos quase o mesmo.Bem lembrado Bananal.

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    Olha estive em Pomerode um cidadezinha de origem alemã em Santa Catarina que faz a festa pomerana.
    Porto Real deveria investir no turismo italiano em parceria com as pousadas de Penedo.
    A festa italiana de Porto Real, o turismo ,deveriam ser melhor explorados.
    A festa deveria entrar na rota de turismo .
    Sugestão façam a festa em julho quando Penedo está cheio devido a férias escolares.
    Paralelamente a prefeitura poderia estimular o turismo e lojas de suvenirs.

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    Como não tem nada de relevante e produtivo para escrever sobre minha ex-promissora Porto Real, escrevem uma matériazinha “meia-boca” prá que ela não caia no ostracismo e esquecimento! Triste!

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