Corrida espacial começa a acelerar - Diário do Vale
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Corrida espacial começa a acelerar

Matéria publicada em 22 de julho de 2021, 15:56 horas

 


Elon Musk testou com sucesso seu super foguete

Sucesso: Os motores foram acionados esta semana

Depois do sucesso do voo suborbital do bilionário Jeff Bezos, na última terça feira, a nova corrida espacial começa a acelerar. O mundo inteiro ficou perplexo com os voos da nave Unity, do empresário Richard Branson e da cápsula espacial de Bezos. Mas quem está com os trunfos na manga, para o próximo passo, é outro bilionário, Elon Musk da Space X. Enquanto as atenções da imprensa mundial se voltavam para seus adversários, Musk testou com sucesso, no dia 19, o enorme propulsor da sua nave Starship. Que será capaz de levar pessoas para a Lua e o planeta Marte.

O propulsor da Starship é gigantesco e faz as naves suborbitais de Bezos e Branson parecerem brinquedos. Do topo até a base ele mede 69 metros de altura por nove metros de diâmetro. Na noite de segunda feira dia 19 ele acionou seus três motores Raptor durante alguns minutos na base de Boca Chica, no litoral do Texas. Tudo funcionou como esperado e Musk pretende usar esse propulsor para colocar em órbita a nave Starship Sm-20 ainda esse ano. A nave é quase tão grande quanto seu propulsor e mede 48 metros de comprimento. É maior do que o foguete New Shepard inteiro do Jeff Bezos.

Não é de hoje que os homens mais ricos do mundo sonham em conquistar o espaço. O primeiro romance de ficção científica sobre uma viagem de turismo ao espaço foi escrito em 1894, no século 19, pelo milionário nova-iorquino John Jacob Astor. Astor imaginou um alter ego do ano 2000 construindo uma nave movida a anti-gravidade, a Calisto. Na Calisto o milionário e seus amigos viajam pelo sistema solar, entrando na cauda de um cometa e visitando os planetas Júpiter e Saturno. John Jacob Astor gostava de viajar e de viver grandes aventuras. Infelizmente ele comprou passagem para a viagem inaugural do novo transatlântico Titanic, em 1912. O navio afundou e ele morreu sem realizar seus grandes sonhos.

Mas como previu Astor, em 1894, o século 21 é a época das viagens comerciais ao espaço sideral. Cidadãos comuns, com muito dinheiro no bolso, arrebataram dos governos o direito de explorar o céu. No lugar da Nasa americana ou da agência espacial chinesa, os empresários investem nas viagens à Lua e aos planetas. O começo, como sempre é bem modesto. Os voos suborbitais de 15 minutos de duração, realizados por Richard Branson e Jeff Bezos são aquilo que o falecido primeiro ministro da União Soviética, Nikita Kruschev, chamava de “saltos de pulga”. Porque em 1961, quando Krushev zombou dos americanos, isso era tudo o que a Nasa conseguia fazer. Só que em apenas oito anos a Nasa progrediu dos “saltos de pulga” para as viagens a Lua da Apollo 11.

Com a corrida espacial dos bilionários a história esta se repetindo. Dos três homens mais ricos do mundo, somente Elon Musk tem uma nave capaz de entrar em órbita. É a Crew Dragon. O problema é que a agência espacial do governo americano, a Nasa, fretou todos os voos da Dragon para levar seus astronautas para a estação espacial internacional, a ISS. E nem o dono da nave teve o gostinho de fazer um “test drive” nela. Os assentos foram todos ocupados pelos astronautas do governo.

Musk pretende dar a volta por cima com sua gigantesca Starship. Que será mais alta do que a estátua da Liberdade ou o foguete Saturno 5 que levou os americanos a Lua em 1969. Pousada na plataforma de lançamento a Starship terá a altura de um prédio de 40 andares. E se ela voar com sucesso, ainda este ano o céu não será mais o limite.

Por Jorge Luiz Calife

 


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