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Cultuar realiza inventário sacro em Angra

Matéria publicada em 10 de julho de 2016, 18:54 horas

 


Angra dos Reis – A Prefeitura de Angra, por meio da Fundação Cultural (Cultuar), iniciou no mês de maio um inventário têxtil de peças e objetos de arte sacra com valor histórico, que estão sob a guarda do Museu de Arte Sacra. O último inventário realizado pela prefeitura foi na abertura do museu, no ano de 1992. O diretor do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural da Cultuar, Fernando Maurat, que coordena o serviço, informou que o objetivo do levantamento é impedir mais perdas para o patrimônio e preparar todo o acervo têxtil, que será acondicionado de forma correta com os novos armários que serão comprados pela Fundação Cultural.

– No final do ano passado, o Museu de Arte Sacra foi o único do estado do Rio de Janeiro beneficiado no edital do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com esse edital, a Cultuar captou R$ 50 mil de aporte financeiro para a aquisição de armários de acondicionamento de acervo do museu – informou o diretor.

– Além dessa verba, iremos com recursos próprios investir mais R$ 20 mil em obras de estruturação do piso que receberá esses armários. Esses R$ 70 mil para o Museu de Arte Sacra contemplam o nosso objetivo e compromisso: devolver o patrimônio ao município muito melhor do que o encontramos – complementou o presidente da Cultuar, Délcio Bernardo, relembrando ainda a recente entrega da reforma do Convento São Bernardino de Sena para sua plena utilização no mês de março e todas as ações de salvaguarda do patrimônio imaterial angrense, como o resgate das Pastorinhas, o projeto Divininho e Divino nas Escolas.

Com o inventário, as peças serão listadas em um catálogo impresso e virtual com suas características. Assim fica mais difícil a venda e mais fácil a recuperação em caso de roubo de peças sacras. A equipe que faz o inventário inclui, além do diretor do setor, Fernando Maurat, a funcionária técnica Luciana Praça e a assistente Jussara Bernard, que fotografa todo o acervo.

– Levantamos a identificação técnica, o estado de conservação e as qualidades históricas e artísticas. Queremos organizar toda essa parte e ter esse acervo para futuras pesquisas na área, tanto para historiadores quanto para museólogos – explica Luciana Praça, servidora do Patrimônio.

Nas primeiras verificações, algumas peças já se destacaram, como uma casula, objeto que ornamenta a veste de um padre. A peça inventariada é de origem holandesa. Por seu comprimento, pode-se constatar ter sido de um padre bem alto. A peça é feita em seda pura, com acabamento em ponto invisível, e há bordados feitos a ouro. A peça faz parte do acervo da Igreja do Carmo.

Muitos objetos sacros que compõem este acervo pertenceram às irmandades já extintas do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora do Rosário, de São Miguel e Almas e de Nossa Senhora da Conceição. Os ex-votos ofertados à padroeira Nossa Senhora da Imaculada Conceição complementam a riqueza deste acervo.

– Na semana passada assinamos a ordem de serviço para o início das obras que irão preparar o chão da sacristia do museu. Esse espaço será a nossa reserva técnica. Após o preparo do chão, faremos a colocação dos primeiros armários que esse museu receberá em 24 anos. Todo o nosso acervo será acondicionado de forma correta – disse Marcelo Tavares, diretor executivo da Cultuar.

 


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