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Dwayne Johnson, Carla Gugino e o terremoto da Califórnia

Matéria publicada em 28 de maio de 2015, 09:35 horas

 


Efeitos em 3D levam a plateia para dentro da catástrofe; falha de San Andreas do título do filme é uma fenda geológica que percorre o estado da Califórnia e provoca constantes abalos sísmicos

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Heróico: Dwayne Jonhson enfrenta o terremoto
(Foto:Divulgação)

A principal estreia da semana é o filme catástrofe “Terremoto – A Falha de San Andreas” que será exibido em 3D. No elenco o casal Dwayne Johnson e Carla Gugino, repetindo a parceria do ótimo “A Montanha Enfeitiçada”. Johnson é Ray, um piloto de helicóptero especializado em resgates. Gugino é Emma, ex-mulher de Ray, que fica presa no desabamento de um prédio. Juntos eles tentam encontrar a filha Blake (Alexandra Daddario) que sumiu no meio da catástrofe. A falha de San Andreas do título é uma fenda geológica que percorre o estado da Califórnia de norte a sul e provoca constantes abalos sísmicos.
Embora tenha um roteiro diferente o filme do diretor Brad Peyton é uma versão moderna do “Terremoto”, aquela fita de 1974 com Charlton Heston e Ava Garner que marcou o primeiro ciclo dos filmes catástrofe. Para o “Terremoto” de 1974 a Universal Studios criou um sistema de caixas de som que produzia uma vibração dentro dos cinemas. Agora é a vez da tecnologia 3D levar ao espectador para dentro da catástrofe. As cenas de destruição do novo “Terremoto” lembram muito o “2012” do Roland Emmerich, que causou sensação há três anos. Mas ao contrário das profecias do fim do mundo um terremoto é uma possibilidade real e a realidade acabou atropelando este filme.
“Terremoto – A Falha de San Andreas” estava na fase final de montagem quando aconteceu a catástrofe do Nepal, no mês passado. E a campanha de publicidade do filme foi alterada para incluir dicas sobre o que as pessoas devem fazer no caso de um terremoto real. Os produtores também prometem doar parte dos lucros que tiverem para as vítimas do terremoto no Nepal.
Nós brasileiros, felizmente, não vivemos em uma região geologicamente ativa, como o Nepal ou a Califórnia e só vamos presenciar um terremoto no cinema. Não é o caso de quem vive em Los Angeles e Hollywood onde abalos sísmicos são frequentes. O último foi em 2004 e atingiu a magnitude de 6.0. Em 1906 a cidade de San Francisco, no norte do estado, foi arrasada por um terremoto de magnitude 7.8. A mesma intensidade do recente terremoto do Nepal.
Como todo filme catástrofe que se preza, o novo Terremoto tem um roteiro previsível. Começa antes da catástrofe, mostrando o dia a dia do herói no serviço de resgate por helicópteros. Ficamos conhecendo sua família e os problemas do casal divorciado com a filha. Então a catástrofe acontece e é salve-se quem puder. Mas não se preocupem, The Rock (Apelido do Dwayne Johnson) não vai deixar as mocinhas morrerem soterradas ou afogadas.
Dawyne Johnson e Carla Gugino são dois atores carismáticos e muito conhecidos. Ele é um ex-lutador que virou astro de Hollywood e já participou de filmes tão diversos quanto “A Fada do Dente”, “Agente 86” e “G.I.Joe – A Retaliação”. A senhora Gugino também tem uma vasta filmografia, e já fez de tudo, da mãe dos “Pequenos Espiões” a advogada nua do “Sin City – A Cidade do Pecado”.

‘A Estrada 47’ continua em cartaz

Enquanto a terra treme nos cinemas de Volta Redonda, continua em cartaz em Resende o filme brasileiro “A Estrada 47”. Uma produção incomum dentro do cinema nacional. O filme do diretor Vicente Ferraz conta a aventura de um grupo de soldados brasileiros na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Um conflito que já serviu de tema para centenas de filmes norte-americanos e russos, mas raramente foi abordado por nós. E olhe que 25 mil soldados brasileiros participaram da Força Expedicionária Brasileira, a FEB, enfrentando o exército alemão nas montanhas da Itália.
“A Estrada 47” é uma coprodução Brasil, Itália, Portugal e parece coisa de primeiro mundo. Não só foi filmada em cenários europeus, debaixo da neve, como as armas e as roupas estão perfeitas. Daniel de Oliveira, Francisco Gaspar e Júlio Andrade são os pracinhas em uma produção impecável. Parece filme do Clint Eastwood, mas é brasileiro sim senhor.

Por Jorge Luiz Calife
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