E o Brasil também teve o seu Titanic

Por Diário do Vale
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Memória: O navio naufragou em março de 1916   (Foto: Divulgação )

Memória: O navio naufragou em março de 1916 (Foto: Divulgação )

 Jorge Luiz Calife

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O Brasil também teve o seu Titanic. Foi o transatlântico espanhol “Príncipe de Astúrias” que se chocou com um recife perto de Ilhabela, no litoral paulista e naufragou em uma noite de março, há cerca de 99 anos. A história esquecida do navio e do desastre serviu de tema para o romance “Príncipe de Astúrias – O Titanic Brasileiro” da escritora Isabel Vieira que a editora Moderna lançou em Ilhabela, no sábado passado.

Misturando realidade com ficção a autora imagina um casal contemporâneo, o argentino Emilio e a paulista Mariana investigando o naufrágio. Emilio é mergulhador e conhece Mariana pela internet. Os dois descobrem que tiveram antepassado entre os passageiros do “Príncipe de Astúrias” e se unem para conhecer mais sobre essa tragédia. A autora fez uma pesquisa minuciosa sobre o naufrágio que aconteceu no dia 5 de março de 1916. O livro vem com fotos cedidas pelo mergulhador Jeannis Platon que ajudam o leitor a entrar no clima da história.

O naufrágio matou 445 dos 588 passageiros do navio e foi um dos maiores desastres marítimos já registrados no litoral do Brasil. O “Príncipe de Astúrias” fazia a rota Barcelona – Buenos Aires e trazia centenas de pessoas que fugiam da Primeira Guerra Mundial. Havia um clima de Carnaval a bordo e o navio encontrou um denso nevoeiro quando se aproximou da costa de Ilhabela, na noite de 5 de março. Naquela época não havia radar nem os meios modernos der auxílio a navegação. A embarcação colidiu com os rochedos da Ponta do Boi e afundou em cerca de cinco minutos. Muitos passageiros morreram atirados contra as pedras pelas ondas.

Embora não fosse tão grande quanto o RMS Titanic, que afundou no Atlântico Norte em 1912, o “Príncipe de Astúrias” era igualmente luxuoso. O restaurante era decorado com painéis de carvalho japonês e quadros com molduras de nogueira. A biblioteca era em estilo Luís XVI com estantes de mogno e assentos de couro. Atualmente os destroços do navio encontram-se entre 15 e 50 metros de profundidade. Apesar das correntezas no local muita coisa já foi resgatada incluindo a hélice e estátuas que eram levadas para um monumento na Argentina. O livro de Isabel Vieira resgata este episódio pouco conhecido do nosso passado marítimo e podia até virar um filme. Se o cinema brasileiro tivesse dinheiro para uma produção deste tipo.

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1 Comentário

daniel 2 de março de 2015, 10:09h - 10:09

uma historia muito boa ##

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