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Escritora de Volta Redonda tem projeto voltado para deficientes visuais da região

Matéria publicada em 15 de dezembro de 2019, 09:00 horas

 


Elizabeth Carolina incentiva a inclusão através de suas obras

Volta Redonda – Para diminuir o preconceito e aumentar o respeito, em 1961 foi criado o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, celebrado no dia 13 de dezembro. A data alerta a sociedade e autoridades para a solidariedade humana, descrita na Declaração Universal dos Direitos Humanos, que defende o direito de igualdade sem discriminação ou distinção.
De acordo com os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2010, o Brasil conta com mais de 6,5 milhões de pessoas com alguma deficiência visual. Pela região, tem quem faça trabalho voltado para este público. É o caso da médica e escritora, Elizabeth Carolina, de Volta Redonda, que idealizou o Projeto LIS – Livro Inclusivo Solidário -, com o objetivo de incentivar autores a publicarem mais livros inclusivos e estimular a cidadania.
No último mês ela realizou o lançamento de uma de suas obras, “O Mistério do Pássaro Azul”, que faz parte deste projeto e é voltado para crianças com deficiência visual, com versão, também, em braille.
Dentro do LIS, para cada livro vendido, uma parte do valor é revertido para uma instituição de educação inclusiva. A primeira beneficiada é a Escola Municipal Hilton Rocha, também de Volta Redonda, que é especializada neste tipo de educação e que está arrecadando doações para a montagem de uma sala de música.
Elizabeth comenta que, após conhecer o trabalho de inclusão de uma profissional na educação da região, ficou sensibilizada com as dificuldades enfrentadas, como a indisponibilidade de livros para este público.
– Já estava com a intenção de publicar meu segundo livro infantil, mas diante desta realidade resolvi incluir a edição do livro em braille, para alcançar este público – diz.
Ainda segundo a escritora, o preço para este tipo de lançamento é muito alto para um autor arcar sozinho com a publicação. Desta forma, ela procurou, através do projeto LIS, uma forma de conseguir a parceria de empresas que tenham o interesse em atuar na educação, em suas ações sociais.
A empresa Tora – Soluções em Logísticas Integradas, de Belo Horizonte, patrocinou a impressão dos livros em braille. Reconhecida nacional e internacionalmente, a corporação tem iniciativas que abrangem atitudes de cidadania e responsabilidade social.
– O acesso para este tipo de leitura ainda é bem restrito. Basta irmos as maiores livrarias do país e buscar livros em braille e/ou com letras ampliadas. Quase não os encontramos. Se mais autores estiverem juntos neste movimento, mais pessoas terão acesso a leitura – finaliza.

Trabalhos

A escritora possui seis livros infantis e um livro de poemas registrado na Biblioteca Nacional, mas ainda não publicados. Também foi finalista do prêmio OFF FLIP de Literatura 2019, na categoria poesia e do Concurso Nacional Novos Poetas no livro Antologia Poética – Sarau Brasil 2019. Sua obra “País, Tupi Guarani” foi publicada em formato de e-book.
Os interessados em obter uma edição e ajudar o projeto podem encontrar o livro no site da Amazon e na livraria Martins Fontes Paulista. Também é possível entrando em contato com a autora, através das redes sociais (@escritoraelizabethcarolina).


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2 comentários

  1. Avatar

    Parabéns !!!
    Simplesmente sensacional a sua atitude..

  2. Avatar

    Parabéns !!!!
    Simplesmente sensacional a sua atitude….

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