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Exposição ‘Rima: marcas da Roda Cultural de Volta Redonda’ está aberta para visitas no Centro Cultural Fundação CSN

Matéria publicada em 4 de junho de 2017, 09:00 horas

 


Fazem parte da exposição cartazes, vídeos, fotografias, uma parede de tags com assinaturas dos rappers famosos da região e um painel especial para o público interagir

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Diogo Carvalho: Jovem começou a participar da Roda Cultural por curiosidade
(Foto: Divulgação)

O Centro Cultural Fundação CSN em Volta Redonda está exibindo a mostra “Rima: marcas da Roda Cultural de Volta Redonda”, que segue aberta para visitas até o dia 22 de julho. Bruno Nery, Pedro Henrique e Diogo Carvalho assinam a exposição que traz a história dos cinco anos de Roda Cultural contando os aprendizados e curiosidades do Rap nas ruas e praças de Volta Redonda e região.
Fundada em 2011 e já com mais de 185 edições realizadas, a Roda Cultural de Volta Redonda é um encontro de cultura hip hop no centro da cidade, que tem como objetivo contribuir para o fomento e difusão da produção cultural local.
Considerada a maior Roda Cultural fora da capital, está entra as cinco maiores de todo o Rio de Janeiro e mobiliza a cultura independente de todo o Sul do Estado. Inclusa no CCRP – Circuito Carioca de Ritmo e Poesia desde 2013 busca integrar e divulgar artistas e músicos da região, por meio da ocupação de espaços públicos com poesia, dança, leitura e arte de forma livre.
Aos 14 anos, Bruno Nery, uns dos artistas que assina a exposição e interlocutor cultural responsável por levá-la ao Centro Cultural da Fundação CSN, começou a frequentar o circuito cultural independente de Volta em shows de Hardcore. Foi por meio desse estilo musical que teve contato com a filosofia do “faça você mesmo” e junto com integrantes de sua banda: Nossa Vitória começou a organizar shows e eventos na cidade, trazendo no formato colaborativo, bandas de diversos locais e países para se apresentarem na cidade. Em 2014 foi convidado pelo Caio Camargo, na época organizador da Roda Cultural, para fazer parte do coletivo e, a partir daí, uniu a filosofia do “faça você mesmo” do punk com a filosofia de ocupação urbana do hip hop, ajudando a organizar diversas Rodas e a trazer grandes nomes do rap nacional para volta Redonda.
Fazem parte da exposição cartazes, vídeos, fotografias, uma parede de tags com assinaturas dos Rappers famosos da região e um painel especial para o público interagir com a mostra. “Rima: marcas da Roda Cultural de Volta Redonda” traz a relação da arte com o sujeito e do espaço com a realidade na cidade de Volta Redonda.
Diogo Carvalho que também assina a exposição escreveu em seu perfil em uma rede social que está emocionado expondo suas fotos pela primeira vez em galeria. E destacou o compromisso com o hip hop.
– Particularmente falando, eu fico emocionado de uma maneira meio terrível. Vai ser a primeira vez que vou expor fotos minhas em galeria e sinto que isso é um avanço e tanto, uma das diversas maneiras de gratificação por esses cinco anos de registro feito puramente por compromisso com movimento e amor ao hip hop. Fico grato por compartilhar esse momento com tantos outros fotógrafos que registraram a roda nem que por um dia apenas. Mas que foram responsáveis por marcos nessa história e merecem toda preza possível – declarou.
Diogo comentou a reportagem do DIÁRIO DO VALE que começou a participar da Roda Cultural por curiosidade e já conhecia MCs que o ensinaram e construíram o movimento.
– Eu apareci de curioso. Conheci MCs que já faziam rap há um tempo que me ensinaram e construíram esse movimento que esta até hoje. Isso foi em 2012. Além de fazer rap eu comecei a registrar junto com várias outras pessoas, por ai notificamos a cidade da existência do movimento – comentou.
Em relação ao preconceito e a valorização do rap, Diogo Carvalho, disse que o rap é uma vertente musical periférica que é algo de discriminação no mundo inteiro.
– É muito difícil você atrelar valorização de um gênero a uma cidade. Sempre fica a impressão de que depende de algum setor público trabalhar nessa promoção. O rap tem uma visão contraventora do mundo, o que o torna aberto a interpretações. Isso sem falar que é uma vertente musical periférica de origem negra, que é alvo de discriminação não só em Volta Redonda, mas em todo mundo – finalizou.

Serviço

A exposição ‘Rima: marcas da Roda Cultural de Volta Redonda’ pode ser conferida gratuitamente no Centro Cultural Fundação CSN, até o dia 22 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 14h às 18h.
Mais informações pelo telefone (24) 3343-3990.


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Um comentário

  1. Rap de vr é forte

    Galera do bem e dedicada a fazer a cultura prevalecer na cidade do aço, de forma livre e independente, transformando a vida de muitos que ali frequentam
    a expo está linda e é emocionante e pulsante ver meninos agindo pelo bem da cidade
    Sabemos que tem alguns problemas, porém eles estão sempre aberto a mudar isso, e o que foi mudado sempre melhorado!

    Avante mlkda, vcs merecem

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