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Filme editado por cineasta de VR será exibido na 33ª Edição do Festival Internacional de Cinema de Marselha

Matéria publicada em 6 de julho de 2022, 15:08 horas

 


Bruno participou como editor montador do longa Maputo Nakuzandza, – Foto: Divulgação.

Marselha- O longa Maputo Nakuzandza, editado pela cineasta de Volta Redonda, Bruno Teodoro, está concorrendo na categoria ‘estreante’ na 33ª edição do Festival Internacional de cinema em Marselha, na França, que será realizado entre 5 a 11 de julho.

O Filme estreou no dia 27 de janeiro na 25ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais e agora vai concorrer no Festival Internacional de cinema na cidade Francesa.

De acordo com o cineasta Bruno Teodoro, que participou como editor montador do longa Maputo Nakuzandza, sob a direção de Ariadine Zampaulo, as expectativas são muito boas visto que o longa foi exibido no mês de maio na mostra internacional de Curitiba, onde foi muito elogiado pelos participantes. “E a comissão do festival de Marcelha elogiou muito a apresentação do filme”, destacou Bruno.

O jovem Bruno Teodoro, de 28 anos, se formou o ano passado em comunicação áudio visual, com especialização em cinema, pela UFF (Universidade Federal Fluminense), em Niterói, no meio da pandemia.

O cineasta que trabalha com edição, realizou como seu primeiro trabalho depois da pandemia, o desenvolvimento de um edital da Prefeitura Municipal de Volta Redonda, onde mostra o cotidiano de moradores da Vila Santa Cecília, através de imagens do local.

https://youtu.be/wchLTnGmJ94

O filme Maputo Nakurandza

Também atenta à geografia, Ariadine Zampaulo, em Maputo Nakurandza (RJ), faz uma crônica, uma incursão poética pelas ruas de Maputo, Moçambique, com uma modernidade narrativa (intensa e fragmentária) como raramente vemos no cinema atual.

No filme Ariadine Zampaulo orquestra com elegância uma sinfonia urbana cujas descobertas não param de nos surpreender, como o programa de rádio que corre como fio condutor ao lado de uma deriva coreografada. As palavras dos moradores e os sons ambientes transmitidos se entrelaçam inesperadamente nas sequências, para fazer a cidade ser ouvida em um filme que está em constante movimento sinuoso.

Figuras se encontram e se perdem no imenso espaço urbano: um corredor percorre as principais artérias da cidade de manhã à noite, um turista com gestos keatonianos vagueia, uma jovem noiva que escapou de seu casamento vagueia como um fantasma. Ao misturar tomadas de estilo documental, cenas ficcionais e performances de dança nas ruínas de edifícios abandonados, Zampaulo compõe um retrato caleidoscópico de Maputo em vez de seguir uma única faixa.

A paisagem urbana revela os vestígios do seu passado colonial enquanto ressoam os versos dos maiores poetas moçambicanos. Num gesto arrebatador mas preciso, Ariadine Zampaulo procura compreender a cidade através das suas múltiplas ramificações, abraçando a História e o imediatismo do presente. Um filme-poema com prosa polifónica, Maputo Nakuzandza (“Maputo Te Amo”) é nada menos que uma ode à cidade e à vida.

(Louise Martin Papasian).

FOLHA TÉCNICA

Versão original: português

Legendas: inglês

Roteiro: Ariadine Zampaulo, Maria Clotilde Guirrugo

Fotografia: David Gross

Edição: Bruno Teodoro, Ariadine Zampaulo

Som: Isadora Torres

Elenco: Sabina Tembe, Fernando Macamo, Luis Napaho, Silvana Pombal, Eunice Mandlate, Malua Saveca, Paulo Zacarias, Salvado Mabjaia, Domingos Bié, Maria Clotilde Guirrugo

Produção: Ariadine Zampaulo, Maria Clotilde Guirrugo (Mariclô Produções), Bruna Epiphanio (Olhar Através)

Distribuição: Ariadine Zampaulo, Bruna Epiphanio (Olhar Através).

Direção:

Ariadine Zampaulo – Brasil, Moçambique


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