sábado, 31 de julho de 2021 - 02:51 h

TEMPO REAL

 

Capa / Lazer / George Clooney e ‘O Céu da Meia-Noite’

George Clooney e ‘O Céu da Meia-Noite’

Matéria publicada em 28 de janeiro de 2021, 15:14 horas

 


Ator vira diretor e comanda aventura apocalíptica no Ártico

Espaço: Astronautas passeiam fora da nave Ether

 

A ficção científica “O Céu da Meia-Noite”, estrelada e dirigida pelo ator George Clooney, é um dos sucessos do cinema em tempos de pandemia. Exibido em alguns poucos cinemas o filme é um dos maiores sucessos do Netflix. Segundo o canal de streaming “O Céu da Meia-Noite” já foi visto por 72 milhões de famílias no mundo inteiro. E o número continua a aumentar já que o filme continua disponível para os assinantes do canal.

George Clooney tem uma boa experiência com filmes envolvendo viagens pelo espaço. Em 2002 ele estrelou o remake do grande sucesso da ficção soviética, Solaris, sob o comando do diretor Steven Soderberg. E em 2013 ele entrou em órbita ao lado da Sandra Bullock no sucesso “Gravidade” do diretor Alfonso Cuarón. “O céu da meia noite” tem sido comparado a uma mistura de dois filmes de sucesso. Tem uma parte passada no espaço sideral que lembra muito o “Gravidade” e uma história paralela, de sobrevivência nas regiões geladas do Ártico, que se parece com aquele filme “O Regresso” do Leonardo DiCaprio. Mas a trama aqui é bem mais futurista.

O ano é 2049 e o planeta Terra se tornou inabitável devido a uma grande catástrofe. George Clooney é um cientista chamado Augustine que vive solitário em uma base de pesquisa além do círculo polar ártico. Ele é um dos poucos sobreviventes da espécie humana e tenta usar os transmissores da base para fazer contato com uma nave espacial interplanetária, a Ether, que esta regressando de uma viagem ao planeta Júpiter. Alguns anos antes do apocalipse planetário os cientistas descobriram a existência de uma lua habitável, a K-29, orbitando o planeta gigante.

A espaçonave Ether foi para lá com uma equipe de cinco astronautas, comandados por Sully (Felicity Jones) para preparar a instalação de uma colônia. Mas o desastre que se abateu sobre a Terra interrompeu o projeto. Sem saber o que aconteceu por aqui os astronautas estão voltando. E Augustine tenta se comunicar com eles para avisa-los de que voltar para a Terra significa a morte certa. Enquanto tenta fazer contato com a equipe no espaço, Augustine recebe a visita de uma misteriosa menina muda, Iris, (Caolinn Springall) que pode ser uma sobrevivente do apocalipse como ele.

Incapaz de se comunicar com os astronautas, Augustine tenta viajar de trenó até uma outra estação de pesquisa, que conta com uma antena parabólica maior. Enfrentando os perigos do gelo quebradiço e das matilhas de lobos famintos que rondam a região. O filme não explica qual foi o desastre que acabou com a humanidade em 2049. Mas um personagem menciona que a Terra se tornou radioativa o que sugere uma guerra com armas nucleares. Explosões atômicas lançariam tanta fuligem na atmosfera do planeta que provocariam o chamado “ inverno nuclear”. Com a temperatura caindo abaixo de zero na maior parte do globo. O título “O céu da meia noite” também se relaciona com o relógio do apocalipse nuclear criado pela associação dos cientistas atômicos americanos. Onde a meia noite representa a guerra.

“O Céu da Meia-Noite” tem uma fotografia belíssima de Martin Ruhe que capta o encanto das regiões árticas e uma música envolvente de autoria do compositor Alexandre Desplat. Clooney, Felicity Jones e o resto do elenco interpretam seus papeis com a eficiência de costume. Durante as filmagens Felicity Jones ficou grávida e como não dava para esconder a barriga o roteirista incluiu a gravidez na personagem dela.  Como a maioria dos filmes pós-modernos “O céu da meia noite” pede que o espectador desligue o cérebro e curta o espetáculo. Porque algumas coisas não fazem sentido do ponto de vista científico. Se o planeta Júpiter tivesse uma lua grande o suficiente para ser habitada por seres humanos ela já teria sido descoberta desde os tempos de Galileu. Mas a maioria dos filmes de Hollywood comete erros científicos e o importante é que temos um filme bem envolvente e com uma mensagem ecológica bem de acordo com a época em que vivemos.

 

Jorge Luiz Calife

Perigo: Enfrentando um mundo devastado e hostil

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document