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Gerard Butler enfrenta o fim do mundo

Matéria publicada em 5 de fevereiro de 2021, 19:22 horas

 


‘Destruição Final: O último Refúgio’ copia ‘2012’ e ‘Guerra Mundial Z’

Gerard Butler é um ator que se consagrou como astro de filmes de ação. Desde que interpretou o espartano Leônidas em “300”, o sucesso do diretor Zack Snyder em 2006. De lá pra cá ele enfrentou uma “Invasão da Casa Branca”, foi uma divindade egípcia em “Deuses do Egito”, viajou para o espaço sideral em “Tempestade: Planeta em Fúria” e comandou um submarino atômico em “Fúria em alto mar”. Só faltava um desafio para o atlético ator. Encarar um cometa assassino, tarefa que ele cumpre no filme catástrofe “Destruição Final: O último refúgio”. Dirigido pelo novato Ric Roman Waugh.

“Greenland” no original, é quase um remake do sucesso “2012”. Como no filme do Roland Emmerich temos um pai de família que tenta salva sua mulher e seu filho de uma catástrofe global. Só que a movimentação dos continentes e o apocalipse maia foram substituídos pelo impacto de um cometa vindo do espaço interestelar. Mas o resultado é quase o mesmo. A cena em que o herói é surpreendido por uma chuva de rochas incandescentes, no meio de uma estrada, é praticamente igual a uma cena semelhante do 2012.

O cenário familiar também é parecido. Gerard Butler é John Garrity, um bem sucedido engenheiro de estruturas que vive com a esposa (Morena Baccarin) e o filho diabético Nathan nos subúrbios da cidade de Atlanta, na Geórgia. Ele volta do trabalho para assistir a passagem de um cometa recém-descoberto, com a família e os vizinhos. Mas quando para no supermercado para fazer umas compras Garrity recebe um misterioso chamado pelo celular. Informando que ele e sua família foram selecionados para um abrigo de emergência. Em uma base militar na distante Groenlândia. Daí o título original do filme.

Garrity não dá muita importância ao telefonema, e vai para casa ver a passagem do cometa Clarke pela televisão. O cometa se fragmenta e um pedaço penetra na atmosfera da Terra. As pessoas não percebem a gravidade da situação e as crianças fazem uma contagem regressiva para o impacto do fragmento, enquanto a televisão transmite tudo ao vivo. Não dá como não pensar nas pessoas que ignoram a pandemia do coronavírus na vida real. Acontece que um cometa é muito pior e mais destruidor do que qualquer vírus. O fragmento incinera a cidade de Tampa matando a maior parte da população no estado da Flórida. A onda de choque quebra as janelas da casa de Garrity e as pessoas começam a entrar em pânico.

Logo depois ele recebe outro chamado pelo celular, pedindo que leve sua família para a base aérea de Robins, imediatamente. Através de um vizinho Garrity fica sabendo que a maior parte do cometa vai atingir a Terra, e o pedaço maior vai extinguir toda a vida no planeta. Esquadrilhas de aviões militares começam a passar no céu. Levando pessoas escolhidas para o tal abrigo na Groenlandia. Nosso herói finalmente percebe que tem que correr para pegar o próximo avião. Mas a população já entrou em pânico e as estradas estão bloqueadas por engarrafamentos e por saqueadores. Nada que o Gerard Butler não possa enfrentar.

O gênero “filme catástrofe” foi muito popular na década de 1970. Depois passou um tempo esquecido e voltou a fazer sucesso no século vinte e um. Com filmes como “Guerra Mundial Z” do Brad Pitt e “San Andreas” do fortão Dwayne Johnson. Mas o que leva uma pessoa a assistir um filme catástrofe no meio da catástrofe real de uma pandemia global? Trata-se de uma espécie de catarse. Um americano contou na internet que foi assistir “Destruição Final” num cinema quase vazio e vendo as cenas do impacto do cometa pensou que, afinal de contas, a realidade em que vivemos não é tão ruim assim. Podia ser muito pior. Para quem quiser conferir “Destruição final” esta disponível nos canais de stream.

Uma curiosidade. O cometa do filme é chamado de Clarke em homenagem a Arthur C.Clarke. O famoso escritor de ficção científica que escreveu o roteiro do filme “2001: Uma odisseia no espaço”. Em 1993, num de seus últimos livros, Clarke descreveu os efeitos da passagem de um asteroide no romance “O martelo de Deus”.

Depois de enfrentar o cometa o que será que o Gerard Butler vai aprontar? Quem sabe ele não encara a “invasão do Capitólio”!

 

Jorge Luiz Calife

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