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Guia de leitura: ‘A cidade e as estrelas’ ganha nova edição brasileira

Matéria publicada em 28 de outubro de 2019, 07:40 horas

 


“A cidade e as estrelas” é um dos clássicos da ficção científica. Escrito entre 1948 e 1951 o livro é um dos melhores, senão o melhor trabalho do mestre Arthur C. Clarke. Em uma época em que ninguém sonhava com internet ou realidade virtual ele imagina a vida em uma cidade do futuro. Onde os seres humanos conquistaram a imortalidade eletrônica e se divertem vivendo aventuras em mundos imaginários, criados pelo computador central.
Diaspar, a última fortaleza da humanidade, é uma cidade totalmente cibernética. Ela se ergue no meio de um imenso deserto que tomou conta da superfície da Terra, um milhão de anos no futuro. Até as pessoas que vivem lá tem seus corpos criados pelo computador. Elas programam o tempo de vida que desejam e quando se cansam da vida, suas mentes são absorvidas pela memória do computador e seus corpos destruídos. Antes de morrer a pessoa determina quando vai querer viver de novo e na data marcada o computador rematerializa o corpo daquela pessoa, reimplantando suas memórias e sua personalidade.

Diaspar: A utopia eletrônica sob o céu cheio de estrelas

Todos menos Alvin, ele é o primeiro ser humano a nascer nesta sociedade perfeita. Alvin se sente impelido a descobrir o que existe além do domo que separa Diaspar do mundo exterior. Todos os habitantes da cidade tem um pavor absoluto de espaços vazios e do céu estrelado. Seguindo pistas e contando com a ajuda de seus amigos, Alvin vai descobrir o que levou os humanos a se refugiarem naquela fortaleza cibernética. Segundo a lenda, a humanidade teria sido expulsa do espaço estrelado por uma raça alienígena que só poupou a humanidade com a condição de que os humanos nunca mais saíssem de Diaspar. Alvin descobre que, como toda lenda, esta tem uma ponta de verdade.
“A cidade e as estrelas” talvez seja a obra mais poética do mestre britânico. Cheia de descrições de cenários e tecnologias fantásticas. A primeira edição brasileira data de 1966. Depois teve uma outra nos anos de 1980. A nova tradução é de Hélio Pólvora e faz parte da Coleção Pulsar, da editora Devir. A capa é do artista Vagner Vargas que não se esqueceu de incluir o círculo de estrelas coloridas que domina o céu de Dispar.

 

 

Jorge Luiz Calife

 


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