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Guia de Leitura: A saga do mundo deserto de Frank Herbert

Matéria publicada em 3 de setembro de 2021, 15:31 horas

 


“Duna” ganha nova edição para o lançamento do filme

Enormes: Os vermes da areia e o deserto planetário

Na semana passada, como bem se recordam, comentei aqui sobre a volta as livrarias do clássico da ficção científica do Isaac Asimov. “Fundação e Império” ganhou destaque com a adaptação para a TV do canal Apple+. Um outro clássico do gênero, igualmente famoso, deve chegar as telas dos cinemas no mês de outubro. É a saga do planeta deserto “Duna” que ganhou nova adaptação cinematográfica, deste vez sob o comando do cineasta Denis Villeneuve. “Duna” foi escrito em 1965 e deu a Herbert os dois maiores prêmios da ficção científica, o Hugo e o Nebula.

Antes de virar escritor, Frank Herbert teve uma série de empregos. Foi cameraman de tv, jornalista, locutor de rádio e até instrutor de sobrevivência na selva. Em 1964 ele foi contratado pelo governo da Califórnia para realizar um estudo sobre a movimentação de dunas de areia no deserto de Mojave. E foi lá, no meio do deserto, que ele imaginou o planeta de Duna. Um mundo desolado, coberto por dunas de areia e rochedos escarpados e habitado por uma espécie de minhocas gigantes. Os vermes da areia, que podem engolir uma nave espacial inteira.

Outra fonte de inspiração para a saga de Duna foi o Oriente Médio. Porque aqueles países desérticos da Arábia estão no centro da geopolítica mundial? Perguntou o autor. Porque eles contem reservas de uma substância preciosa, o petróleo. E assim Herbert imaginou um império galáctico, cem mil anos no futuro, onde as viagens espaciais só são possíveis graças a uma substância, a melange, que só existe no planeta Arrakis. Escravizados pelo império, os habitantes desse planeta sonham com a chegada de um messias, um guerreiro que irá lidera-los na revolta contra seus opressores.

A saga de “Duna” chegou ao Brasil em 1984, devido ao lançamento da primeira versão para o cinema, dirigida pelo cineasta David Lynch. Na época fui o primeiro tradutor do livro no Brasil. Agora “Duna” ganha nova edição pela Aleph, com tradução de Maria do Carmo Zanini. Mas “Duna” é só o começo e a história continua em outros cinco livros.

Jorge Luiz Calife

 

 


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Um comentário

  1. Assim como no filme onde o povo foi escravizado pelo Império e “os habitantes sonham com a chegada de um messias”, os brasileiros conseguiram se ver livres do império do mal liderado pelo PT quando o Messias Bolsonaro chegou ao poder!
    Parabéns pela tradução do livro, o filme está entre os meus TOP 10.

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