domingo, 11 de abril de 2021 - 17:00 h

TEMPO REAL

 

Capa / Lazer / Guia de Leitura: E até o TinTim foi para a Lua

Guia de Leitura: E até o TinTim foi para a Lua

Matéria publicada em 26 de março de 2021, 14:24 horas

 


Como um clássico dos quadrinhos inspirou o projeto da Space X

Perfeição: Hergé criou um modelo da nave

As aventuras de TinTim, clássico dos quadrinhos criado pelo cartunista belga Hergé, já foram traduzidas e publicadas em praticamente todo o mundo. No Brasil as histórias, criadas entre 1929 e 1974, estão disponíveis em belos álbuns de capa dura, editados pela Companhia das Letras. Além de viajar pelo mundo todo, o jovem jornalista, herói das histórias, foi parar na Lua, em duas histórias criadas em 1954. Numa época em que ainda não existia Nasa, nem naves ou estações espaciais. Hergê se baseou em uma série de artigos do cientista alemão Werner Von Braun, publicados na revista Colliers americana. E era tão detalhista que construiu até um modelo em escala do interior da nave espacial.

Como toda boa ficção científica acaba inspirando a realidade, a nave do TinTim serviu de modelo para o foguete Starship, que o bilionário Ellon Musk esta construindo na vida real.

Criado em 1929 pelo cartunista belga Hergé a história narra as aventuras de um jovem jornalista, que viaja pelo mundo com seu cachorro Milu e o aventureiro capitão Haddock. A história serviu de base para um desenho animado dirigido pelo Steven Spielberg em 2011. Os livros tiveram inúmeras edições, inclusive no Brasil e as versões em português podem ser adquiridas nas livrarias da internet. Na maioria das histórias os personagens viajam pela Ásia e o Oriente Médio, mas em 1954 Hergé resolveu enviar seus personagens para a Lua devido ao crescente interesse por viagens espaciais.

A aventura lunar de TinTim foi separada em dois álbuns. O primeiro é “Rumo à Lua” editado no Brasil pela Companhia das Letras. No livro Tintim recebe um telegrama do seu amigo cientista, o professor Girassol, que partiu para um misterioso país europeu chamado Sildávia. O telegrama pede que o jovem e o capitão Haddock viagem para lá. Ao chegar na Sildávia eles descobrem que o professor se juntou a um projeto secreto para enviar uma expedição a Lua. Mas espiões inimigos estão tentando sabotar a expedição.

A história continua num segundo livro, “Explorando a Lua”, também editado pela Companhia das Letras. Quando Hergé desenhou a história, entre 1950 e 1953, o único foguete de grande porte que existia no mundo era o míssil V-2. Usado pela Alemanha nazista para bombardear Londres durante  a Segunda Guerra Mundial. A V-2 era um foguete de estágio único, mas Hergé sabia que um foguete assim não conseguiria alcançar a Lua usando combustíveis convencionais. Por isso equipou sua nave com um sistema de propulsão atômica. Que também esta sendo estudado seriamente pela Nasa.

 

Jorge Luiz Calife

Clássico: Livro saiu no Brasil pela Companhia das Letras

 

 

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Untitled Document