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Guia de Leitura: O pacote feminista da Record

Matéria publicada em 9 de abril de 2021, 15:32 horas

 


Editora relança quatro livros sobre a luta das mulheres

A editora Record esta mandando para as livrarias um box de quatro livros sobre o feminismo. Ele inclui duas obras clássicas da luta das mulheres por sua independência. “A mística feminina” escrita pela ativista americana Betty Friedan, que foi uma líder pelos direitos das mulheres nas décadas de 1960 e 1970. E “O mito da beleza” de Naomi Wolf, publicado pela primeira vez em 1990, onde a autora chama a atenção para o modo como as mulheres são submetidas a uma ditadura de padrões estabelecidos pelo patriarcado, onde as imagens de beleza e juventude são usadas como meio de dominação.

Completando o pacote temos duas obras menos conhecidas, como “O feminismo é para todo mundo” de Bell Hooks, que fala do feminismo e a luta de classes, o combate a violência contra as mulheres e a discriminação no trabalho. O que ainda é uma triste realidade em muitas partes do mundo. Aqui no Brasil milhares de mulheres são assassinadas todos os anos por ex-maridos e ex-namorados que ainda pensam que a mulher é uma coisa, uma propriedade dos homens, sem direito a sentimentos próprios.

E para encerrar temos o Feminismo Comum, da filósofa brasileira Marcia Tiburi que leva seus leitores a repensar as estruturas patriarcais ainda enraizadas na nossa cultura. Foi uma longa luta, e além de enfrentarem a cultura machista, as mulheres tiveram que desconstruir toda uma cultura que lhes negava a oportunidade de direitos e profissões.

Um caso típico envolve uma conhecida série de ficção científica da tv, a popular “Jornada nas estrelas”. Quando o primeiro filme foi produzido, em 1965, a nave tinha uma mulher como sub-comandante. Infelizmente os produtores tiveram que eliminar essa personagem devido as reclamações das telespectadoras. Que achava inadmissível uma mulher no comando de uma astronave do futuro. Era parte do pensamento machista dos anos 60, que estava enraizado até nas mentes das próprias mulheres. Hoje isso mudou e na vida real já temos mulheres astronautas comandando naves e estações espaciais. Mas em outros lugares do mundo, como na África e no Oriente Médio as mulheres ainda são tratadas como seres inferiores. E a luta continua.

 

Jorge Luiz Calife

Estilo: O box feminista vem numa bolsa bem feminina


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