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Guia de leitura: Os melhores livros sobre o Titanic

Matéria publicada em 20 de janeiro de 2020, 09:56 horas

 


Walter Lord entrevistou sobreviventes e reconstituiu a tragédia

Para a maioria dos brasileiros o Titanic é aquele filme onde o Leonardo DiCaprio se apaixona pela Kate Winslet a bordo de um navio condenado. Mas, existiu um Titanic real, palco de uma das maiores tragédias marítimas do século XX. E alvo de uma busca que levou a tecnologia aos seus limites. Os melhores livros sobre o fabuloso navio são “A Night to Remember” onde o publicitário Walter Lord reconstitui tudo o que aconteceu naquela noite inesquecível de 14 de abril de 1912, a partir dos relatos dos sobreviventes. E “The Discovery of the Titanic” do oceanógrafo Robert Ballard, o homem que encontrou os restos do naufrágio em 1985.
Infelizmente nenhum desses livros foi publicado no Brasil. Nossos editores estão mais interessados em livros de autoajuda e aventuras sexuais tipo “Cinquenta Tons de Cinza”. E quem se interessa por pesquisas históricas, ou qualquer outro tipo de assunto, precisa dominar o idioma do Shakespeare. “The Discovery of the Titanic” é o mais recente dos dois, a primeira edição é de 1988 e o livro já teve várias atualizações. Ricamente ilustrado com fotos e diagramas, ele coloca o leitor dentro das expedições que exploraram a carcaça em ruínas, entre 1985 e 1988. Ballard só teve sucesso em sua busca pelo Titanic porque a marinha americana o ajudou a desenvolver as tecnologias necessárias.
A US Navy queria fazer um reconhecimento detalhado dos restos dos submarinos nucleares Thresher e Scorpion, afundados em 1963 e 1969. E fez um acordo com o cientista. Se ele fotografasse esses destroços poderia usar o mesmo equipamento na sua busca pelo Titanic. Depois de encontrar os destroços Ballard foi até lá pessoalmente, a bordo do submarino Alvin, e as fotos que ele tirou estão no livro.
Já o livro do Walter Lord é o resultado de inúmeras entrevistas que ele fez, na década de 1950, com sobreviventes do naufrágio. Que guardaram para o resto da vida as lembranças daquela noite terrível. Um desses sobreviventes foi a condessa de Rhodes. Décadas depois, jantando em um restaurante com música ao vivo, ela foi tomada pela sensação de frio e terror que sentira durante o naufrágio. E logo descobriu o motivo. O conjunto do restaurante estava tocando “Autumm leaves”, uma das músicas que a orquestra do Titanic tocara para confortar os passageiros.

 

Jorge Luiz Calife

 


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