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História de Volta Redonda contada através da Floresta da Cicuta

Matéria publicada em 12 de setembro de 2018, 09:00 horas

 


Mostra “Revisitando um Estado de Sonho e Liberdade”, da artista plástica Jorgete Gac, pode ser conferida até esta quinta-feira (13)

Jorgete Gac tem a Floresta da Cicuta como inspiração – Foto: Divulgação

A Floresta da Cicuta é um patrimônio ambiental de Volta Redonda não apenas no que se refere à sua diversidade, mas também em razão do caráter imaterial para todos os cidadãos. Mas para a artista plástica Jorgete Gac, a Floresta é fonte de inspiração.
A artista está apresentando sua mostra “Revisitando um Estado de Sonho e Liberdade” no Espaço das Artes Zélia Arbex, na Vila Santa Cecília, até esta quinta-feira (13), com horário de visitação é das 8h às 18h. A exposição conta com obras em nanquim, fotos, computação gráfica e desenhos, resultado de cerca de 20 anos de trabalho.
– Meus trabalhos retratando a Mata da Cicuta tiveram início a partir da minha chegada em Volta Redonda, por volta de 1979. Eu fixei residência no bairro Sessenta e durante as minhas caminhadas, para exercitar e explorar o local me vieram as inspirações – explica a artista.
Jorgete explica que o nome da mostra foi escolhido por ela mesmo, que também foi responsável pela curadoria.
– A Mata me trazia um certo medo, todos nós temos medo do desconhecido, mas com o tempo fiz boas descobertas e o sonho vem da vontade de querer conhecer mais sobre a Floresta e a liberdade é o que ela me dá, em poder explorar sempre mais. É uma “Revisita”pois eu fiz essa volta e pude perceber as transformações do tempo – comenta.
A exposição conta com mais de 50 obras, novas e antigas, que retratam a evolução da cidade e as transformações ocorridas no decorrer dos anos.
– A mostra apresenta o passado e o presente de Volta Redonda a partir da Floresta da Cicuta e todo o seu entorno. Meu trabalho tem uma tendência expressionista e nele o público verá a humanização da floresta, com todo o seu movimento e transformação – conta.
Durante toda a exposição, Jorgete está presente acompanhando os grupos e o público em geral, dessa forma, segundo ela, o trabalho é apresentado de forma mais ampla.
– Temos recebido muitos grupos, principalmente das escolas do município, nesse período pude perceber que muitas das nossas crianças não conhecem a Floresta. Essa minha exposição está sendo a porta de entrada para muitas delas, isso é nítido no olhar e na curiosidade de cada uma delas – lembra.
Jorgete destaca que essa sua exposição contribui para enaltecer e mostrar para as novas gerações um pouco da história do lugar em que elas vivem.
– Temos que valorizar o que há de bom na cidade em que vivemos, ter um olhar diferente para o nosso bairro e ruas. Temos que aprimorar nosso olhar, perceber a natureza e a cultura da nossa cidade, isso gera crescimento em todas as áreas da educação, cultura e história – diz.
A artista conta ainda que os professores que acompanham os alunos destacam a importância de exposições como essa no desenvolvimento dos estudantes.
– Conhecendo o nosso local e a nossa cultura o crescimento é muito grande, tanto como alunos quanto cidadãos. Eles ampliam o conhecimento e isso se reflete dentro de sala de aula – afirma.
Ainda sobre a experiência de estar presente na exposição, Jorgete diz que está sendo prazeroso receber o feedback do público.
– Dou ao público a oportunidade de mostrar seu olhar sobre a minha obras, nisso eu consigo perceber a sensibilidade de cada um. Dessa forma fazemos uma troca, pois muitas vezes eles me mostram um olhar diferente do meu sobre a minha obra e isso é enriquecedor, tanto pra mim quanto pra eles – finaliza.
Sobre Jorgete Gac
Nascida em Três Rios, Rio de Janeiro, iniciou seu percurso artístico em 1987. Participou dos grupos de pesquisa Klee, Elas e aprofundou suas pesquisas em artes com Ronaldo Auad, Clécio Penedo, Iole de Freitas e Paulo Pasta. Atualmente faz parte do ateliê da Lia, na cidade do Rio de Janeiro e do grupo de discussão e pesquisa em arte, sob a coordenação de Joanice Vigorito.
Serviço:
A exposição “Revisitando um Estado de Sonho e Liberdade” pode ser conferido até esta quinta-feira (13) das 10h às 18h, no Espaço das Artes Zélia Arbex – Rua 14, Vila Santa Cecília, Volta Redonda.

10 comentários

  1. Moradora de V. Redonda

    Gravura feia essa da foto. A floresta da Cicuta merecia homenagem melhor.

  2. E o fogo que queima a floresta duas vezes por ano, no mínimo, trazendo prejuízos para a fauna e a flora?!

  3. A Floresta e importante para toda regiao, Capoeirao de magnitude impar entre BM e VR. valeria a pena trabalhar um bom projeto de preservacao e ocupacao sustentavel entre a mata e as duas cidades. Um refugio e abrigo para passaros e bichos…..santuario verde ….um retiro espiritual que poderia ser integrado ao novo ZOO como um bercario genetico de fauna e flora regional. Linda floresta de nossa infancia e passeio com as naroradas….Eita Floresta boa.

  4. Gostava de ir a sede da fazenda ao lado do zoológico andar de bicicleta e pedacinho quando criança. Volta redonda precisa reaver essa joia. Não existe um local de lazer como esse na cidade.

  5. A mostra poderia ter sido perfeita se tivesse sido mesclada como o belíssimo e dedicado trabalho desenvolvido pela equipe da arie floresta da cicuta. Pesquisas de ponta tem sido desenvolvidas na floresta e os muitos grupos, principalmente das escolas do município que visitaram a mostra poderiam ter a oportunidade de ver além das obras expressionistas , ver também a realidade e a importancia de nossa floresta que não é somente um floresta e sim uma unidade de conservação federal administrada pelo Instituto Chico Mendes, ICMBIO. A ideia da mostra foi boa, mas faltou comunicação/conexão com a equipe da que certamente teria muito para enriquecer.

    • AQUELA floresta era administrada pelo SR JOÃO GUARDA FLORESTAL QUE MORAVA DENTRO DELA.MORADORES DE VOLTA REDONDA E REGIÃO RESPEITAVAM ELE E TINHA MUITO CARINHO POR ELE. ERA AREA DE LAZER DA NOSSA VIDA .

  6. Jornal está desinformado pois a maior parte da floredta da cicuta situa-se em território de Barra Mansa cerca de 85%.

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