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Jornada nas Estrelas completa 50 anos

Matéria publicada em 1 de fevereiro de 2016, 07:00 horas

 


Séries originais são as melhores e podem ser vistas em DVD

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Origem: Filme piloto foi ao ar em 1966

Este ano vai ser especial para os fãs da série “Jornada nas Estrelas”. A criação do produtor Gene Roddenberry completa 50 anos. Foi em setembro de 1966 que seu projeto de uma série futurista de aventuras galácticas teve sua estreia na rede de televisão NBC. Aqui no Brasil o seriado só chegou um ano depois, em 1967 e passou décadas sendo reprisado. Para comemorar os 50 anos da nave Enterprise e seus tripulantes a Paramount produziu “Star Trek – Sem fronteiras” novo longa-metragem que chega ao Brasil no dia 21 de julho.

A direção do novo filme ficou a cargo de Justin Lin, que terá a tarefa ingrata de tentar recuperar a mitologia do seriado, depois dos exageros cometidos pelo cineasta J. J. Abrams. Curioso que os nomes dos filmes americanos não são mais traduzidos no Brasil. “Jornada nas Estrelas” agora é “Star Trek” e “Guerra nas Estrelas” é “Star Wars” e pronto. A Jornada é bem mais antiga que a Guerra e começou quando Gene Roddenberry enfrentou o fracasso de sua série policial, “O Tenente”.

A partir de 1964 o produtor começou a apresentar o projeto de um seriado futurista, bem de acordo com os tempos da corrida espacial. A história se passaria no século XXIII, mais de duzentos anos no futuro. E mostraria as viagens de uma gigantesca nave espacial, a USS Yorktown. No começo só quatro personagens estavam bem definidos na cabeça do produtor. O intrépido capitão Robert April, seu conselheiro, o médico doutor Boyce, o marciano senhor Spock e a secretária do capitão, Ordenança Colt. Uma loira com as formas e a sensualidade de uma dançarina de strip-tease.

Roddenberry levou sua ideia para a rede de TV CBS, que já tinha assinado contrato com outro produtor, Irwin Allen, para o seriado “Perdidos no Espaço”. Finalmente a rede de TV NBC concordou em financiar um filme piloto, “A Jaula”. Para isso o produtor teve que convencer os executivos da rede de que poderia fazer um seriado barato, com o mínimo de recursos. Os planetas visitados pela nave seriam todos como a Terra, eliminando a necessidade de trajes espaciais caríssimos. As roupas dos personagens seriam feitas com sobras de tecido. E o equipamento médico do doutor de bordo seria um conjunto de saleiros de metal.

“A Jaula” foi considerado “cerebral demais” para a televisão, e Roddenberry filmou outro piloto, “Onde nenhum homem jamais esteve”. Este segundo filme definiu o formato definitivo da série e dos personagens. O capitão passou a se chamar James T. Kirk, a nave seria a USS Enterprise e o senhor Spock deixou de ser marciano e virou vulcaniano. Porque a essa altura a sonda espacial Mariner 4 já tinha mostrado que não existe vida no planeta Marte.

Sucesso

Com o sucesso do segundo filme piloto a série começou a ser exibida semanalmente. Foram 79 episódios produzidos entre 1966 e 1969, quando a série saiu do ar. Um dos motivos do sucesso de “Jornada nas Estrelas” original foi a qualidade dos roteiros. Roddenberry convenceu escritores de ficção científica profissionais a criarem histórias para a série. Que teve episódios assinados por Theodore Sturgeon, Robert Bloch, Harlan Ellison e Norman Spinrad.

As reprises na década de 1970 transformaram o seriado em um clássico da cultura pop. Em 1973 Roddenberry autorizou a produção de uma série de animação pela empresa Filmation. Embora os desenhos animados fossem voltados para o público infantil, o cuidado com a produção permanecia. E escritores famosos como Larry Niven foram convidados a contribuir com novas histórias. Niven adaptou seu conto “The soft weapon” que transportou para o universo de “Jornada nas Estrelas” os temíveis kzinti. Felinos guerreiros inteligentes da série “Espaço Conhecido” de Niven. Infelizmente o diretor, Hal Sutherland, era daltônico e equipou os vilões com trajes e uma nave cor de rosa. DC.Fontana, a editora da série, teve que pedir desculpas ao autor.

Tanto a série original quanto os desenhos animados estão disponíveis em DVD e Blu-ray. Para alegria dos antigos e dos novos fãs.

Por Jorge Luiz Calife
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