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Livro infantil vira sucesso em DVD

Matéria publicada em 1 de março de 2015, 16:06 horas

 


Produção da Disney lembra filmes do Robert Rodriguez, sua ‘mensagem’ é que devemos aceitar os dias ruins e aproveitar os dias bons

Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br

 

“Alexandre e o dia terrível, horrível, espantoso e horroroso” é uma adaptação do livro infanto-juvenil do mesmo nome, escrito por Judith Viorst. O estreante Ed Oxenbould é o Alexandre do título. Um menino de 12 anos que enfrenta uma série de problemas triviais na véspera de seu aniversário. Coisas como chiclete grudado no cabelo e um colega que zoa com ele na internet. Como a família não se importa com seus problemas ele faz um pedido a meia noite do dia do seu aniversário. Ele quer que todos os seus parentes tenham um dia terrível como ele.

No dia seguinte o carro da mãe dele quebra, o irmão mais velho é reprovado no exame de direção, a irmã pega uma gripe terrível e o pai enfrenta a possibilidade de fracassar em uma entrevista para um novo emprego. Arrependido Alexandre tenta quebrar a maldição que lançou sobre seus familiares. A produção é da Disney e Steve Carell e Jennifer Garner fazem os pais do menino. Convenhamos, Jennifer Garner fazendo o papel de mãe não é uma coisa que vemos todos os dias.

Embora seja uma produção da Disney, o filme é muito parecido com aquelas histórias infantis dirigidas pelo mexicano Robert Rodriguez. Principalmente “A Pedra Mágica” (Shorts) onde as crianças encontram uma pedra capaz de realizar todos os desejos e enfrentam os problemas que isso causa. Não é um filme que será lembrado daqui a uns dez anos, mas cumpre sua função de proporcionar um entretenimento leve e sem violência para a garotada. A “mensagem” do filme é que devemos aprender a aceitar os dias ruins e aproveitar os dias bons. Pelo menos não é tão chato quanto aquela pregação sobre a importância da família que vemos nos filmes do Robert Rodriguez.

Filmado inteiramente em Los Angeles, ali pertinho de Hollywood a produção custou só 28 milhões de dólares e rendeu mais de cem nos cinemas. É o tipo de filme raro em uma época de blockbuster de 150 milhões de dólares. A Disney cresceu assim, produzindo filmes baratos para toda a família e hoje pode bancar esses filmes multimilionários de Star Wars e de super-heróis.


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