quarta-feira, 27 de outubro de 2021 - 22:50 h

TEMPO REAL

 

Capa / Lazer / Mate ou morra, um filme que já vimos muitas vezes

Mate ou morra, um filme que já vimos muitas vezes

Matéria publicada em 22 de setembro de 2021, 16:35 horas

 


Roteiro mistura “Feitiço do Tempo” com “No limite do Amanhã” e “A morte te dá parabéns”

Mate ou Morra: Tiroteios sem fim

O mundo esta um horror e os cinemas refletem essa realidade com uma programação cheia de filmes de horror. Esta aí uma ideia que podia render um filme interessante. Infelizmente Hollywood enfrenta uma crise de criatividade, e os produtores só querem reciclar ideias que deram certo. É o caso de “Mate ou morra” filme de ação estrelado pelo Frank Grillo e com um elenco de apoio que inclui vários astros de décadas passadas como o Mel Gibson e a Naomi Watts. O roteiro é uma salada que inclui elementos de inúmeros filmes antigos e recentes: Uma mistura de “Feitiço do Tempo,” No limite do amanhã”, “A morte te dá parabéns” e o recente “Free Guy – assumindo o controle”.

A impressão que temos é de que os roteiristas assistiram um punhado de DVDs e disseram: Vamos fazer um filme misturando tudo isso. Frank Grillo é Roy Pulver, um integrante das forças especiais, aposentado, que morre num misterioso atentado. Acontece que ele ficou preso num loop temporal, que nem o Bill Murray naquele filme de 1993, o Feitiço do Tempo. E vai vivenciar de novo o dia de sua morte inúmeras vezes. Algo que aconteceu também com aquela loira do filme “A morte te dá parabéns”. Mas como Roy já sabe que vai morrer num atentado ele começa a modificar a situação, se antecipando aos bandidos que vão mata-lo. Exatamente o que o Tom Cruise fez com os alienígenas naquele filme “No limite do amanhã” de 2014.

Enquanto frustra os vários atentados contra a sua vida, Pulver procura uma cientista para descobrir o que esta acontecendo. E descobre que a coisa toda envolve física quântica, como aconteceu com a Helen Slater no telefilme “Meia noite e um” de 1993. E há também um game de computador envolvido na história, como aconteceu com o “Free Guy” do Ryan Reynolds, que assistimos há muito pouco tempo. Além disso, ao se antecipar aos atentados que vai sofrer no dia fatídico, Roy consegue evitar até a trajetória das balas disparadas contra ele, como o personagem do Keanu Reeves na série do Matrix.

“Mate ou Morra” custou 45 milhões de dólares e até agora rendeu apenas 1,7 milhão. Na verdade ele deveria ter estreado ano passado, mas a pandemia adiou a data para maio deste ano e finalmente ele chega aos cinemas neste final de setembro. Os adiamentos e a trama batida podem explicar o desinteresse do público. Mas para quem gosta de filmes de ação, estilo “Duro de matar” o filme corresponde as expectativas. Dizem que Naomi Watts correu atrás dos produtores para conseguir o papel da cientista loira que ajuda o herói. O que mostra que a carreira dela não anda muito bem. Ela ajuda o herói a entender os aspectos quânticos da sua prisão temporal. O que também não é novidade. Em 1993, no mesmo ano em que o “Feitiço do tempo” do Bill Murray fez sucesso nos cinemas, a Helen Slater estrelou um filme para tv, “Meia noite e um” onde a atriz de “Supergirl” era uma cientista que repetia o dia de sua morte devido a uma pane num acelerador de partículas atômicas. A diferença é que tanto “O feitiço do tempo” quanto “Meia noite e um” são filmes românticos enquanto que este “Mate ou Morra” é um filme de ação estilo videogame.

Esta semana a única estreia dos cinemas é o filme de terror “A casa sombria”. Sobre uma viúva sozinha em uma casa mal assombrada que descobre coisas terríveis sobre o seu finado marido. Daí leitor, se você acha que a pandemia, o tsunami, a CPI, e o aquecimento global não são desgraças suficientes pode se divertir assistindo a mais um festival de sustos. Mas semana que vem o panorama deve melhorar um pouco com a estreia tardia do novo James Bond.

 

Jorge Luiz Calife

 


Comente com Facebook
(O Diário do Vale não se responsabiliza pelos comentários postados via Facebook)
Untitled Document