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Novo ‘O Agente da U.N.C.L.E.’ chega aos cinemas

Matéria publicada em 3 de setembro de 2015, 07:00 horas

 


Filme do diretor Guy Ritchie recria dupla de espiões dos anos 60

O Agente da U.N.C.L.E: Longa é o quinto seriado de TV dos anos 60 a ser recriado como filme para o cinema (Foto: Divulgação)

O Agente da U.N.C.L.E: Longa é o quinto seriado de TV dos anos 60 a ser recriado como filme para o cinema (Foto: Divulgação)

Estreia hoje nos cinemas a nova versão do diretor Guy Ritchie para o “O Agente da U.N.C.L.E.”. O filme traz de volta os heróis de uma série de TV muito popular na década de 1960. Em plena Guerra Fria o espião americano Napoleon Solo se alia ao seu inimigo russo Ilya Kuriakin para enfrentar uma perigosa organização terrorista. Como no seriado original, a história de passa nos anos 60 o que permite que a produção do filme faça um belo trabalho de reconstituição de época. Com todas aquelas roupas e carros do tempo dos Beatles. Repetindo a fórmula dos filmes do Sherlock Holmens, Ritchie mistura humor com ação criando um filme divertido e agradável de assistir. Algo meio raro hoje em dia.
“O Agente da U.N.C.L.E.” é o quinto seriado de TV dos anos 60 a ser recriado como filme para o cinema. Os anteriores foram “Jornada nas Estrelas”, “Missão Impossível”, “Perdidos no Espaço” e “Os Destemidos”. Agora só falta filmarem remakes do “Túnel do Tempo” e da “Viagem ao Fundo do Mar”. Isso não quer dizer que este seja o primeiro filme do agente da Uncle a ser exibido na telona. Na época da série original, entre 1964 e 1967, seis episódios de duas horas de duração foram exibidos nos cinemas como longas-metragens.
“O Agente da U.N.C.L.E.” foi criado pelo produtor Norman Felton como uma resposta da televisão ao sucesso dos filmes do James Bond. É irônico, porque lendo os comentários do público, no Internet Movie Database, dá para notar que várias pessoas consideram o filme do Guy Ritchie melhor do que os dois últimos filmes do James Bond. A série do 007 anda tão decadente que a imitação ficou melhor do que o original.
Henry Cavill, o novo Superman, é o espião Napoleon Solo. Aliás, foi inspirado nesse personagem que o George Lucas criou o Han Solo de Star Wars. Armie Hammer faz seu colega russo Ilya Kuryakin e a mocinha da história é interpretada pela sueca Alicia Vikander, que vimos recentemente naquele filme dos robôs, “Ex Machina”. A trama é bem fiel ao antigo seriado de TV com soviéticos e norte-americanos se unindo para impedir que uma poderosa família mafiosa construa uma bomba atômica. Vikander é a alemã Gaby Teller, que vai ajudar nossos heróis a se infiltrarem na organização criminosa.

Detalhe

Um detalhe novo é o da vilã sedutora, interpretada pela australiana Elizabeth Debicki. No seriado original as mulheres eram donzelas em perigo, esperando para serem salvas pelo herói. A ideia de uma mulher ser a principal antagonista era impensável naqueles tempos machistas. O britânico Hugh Grant interpreta o chefe da Uncle, Alexander Weaverly, que dá as ordens para a dupla de agentes. O que é a Uncle? É uma espécie de versão secreta da Interpol, com sede em Nova Iorque.
A produção custou 75 milhões de dólares, uma fortuna inimaginável para os produtores do antigo seriado, e contou com locações na Inglaterra e na Itália. Um luxo em relação à série original, toda filmada nos estúdios da MGM em Hollywood. O resultado é um filme que traz de volta a classe e o humor dos antigos filmes de espionagem. Hoje em dia os terroristas da vida real fazem coisas muito mais tenebrosas do que os vilões da antiga ficção. E o cinema e a TV tentam acompanhar a realidade com histórias cada vez mais brutais. Como é o caso do seriado “24 Horas” da TV ou da série do 007, que tentou ser “realista” mas só conseguiu ficar mais absurda e irreal.
Com “O Agente da U.N.C.L.E.” Guy Ritchie resgata a fórmula da ação com classe e estilo que fizeram a fama do primeiro James Bond, aquele interpretado pelo Sean Connery. Curiosamente George Clooney tinha sido a primeira escolha dos produtores para interpretar Solo, mas teve que desistir do papel devido a uma lesão nas costas. Henry Cavill o substituiu e seu Napoleon Solo é certamente melhor do que o seu Super-Homem.

Por Jorge Luiz Calife
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