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O futuro na concepção da Disney

Matéria publicada em 30 de abril de 2015, 07:01 horas

 


George Clooney e Britt Robertson viajam para realidade alternativa, filme, dirigido por Brad Bird é uma releitura dos sonhos futuristas da década de 1950 

Aventura: George Clooney chega no futuro (Foto: Divulgação )

Aventura: George Clooney chega no futuro (Foto: Divulgação )

O novo trailer de “Tomorrowland: Terra do Amanhã” já pode ser visto na internet. Produzido pela Disney o filme é um dos projetos de ficção científica mais aguardados do ano. Britt Robertson é Casey Newton, uma jovem adolescente que encontra um estranho medalhão. Cada vez que ela toca o objeto é transportada para uma cidade do futuro, no meio de um vasto campo de trigo. Fascinada pelo lugar ela procura a ajuda de um inventor maluco interpretado pelo George Clooney. Perseguidos por androides cinzentos eles tentam escapar da nossa realidade para a mágica “Terra do Amanhã”.

O filme, dirigido por Brad Bird (Missão Impossível, o protocolo fantasma) é uma releitura dos sonhos futuristas da década de 1950. Walt Disney, o fundador deste império do entretenimento que todos conhecemos, tinha uma visão otimista do futuro. Em 1953, quando projetou o primeiro parque de diversões da Disneylândia, na Califórnia, ele o dividiu em vários parques temáticos. Tinha a Terra da Aventura, com um passeio pelas selvas africanas, A Terra da Fronteira, com uma recriação do velho oeste, a Terra da Fantasia, com o castelo da Bela adormecida, e a “Terra do Amanhã”, que tentava imaginar o futuro no distante ano de 1983.

O futuro, na concepção dos anos 50, era baseado em duas coisas: Energia atômica e viagens espaciais. A principal atração da “Terra do Amanhã” era uma viagem ao redor da Lua a bordo de um foguete nuclear de passageiros.

Os visitantes passavam por uma maquete do foguete e entravam em uma espécie de planetário onde a viagem a Lua era projetada em telões no teto e no piso. A caminho da Lua, em 1983, eles passavam pelo cometa de Halley. A atração durou até a década de 1970, quando foi substituída por outros brinquedos futuristas mais atualizados. Atualmente quem visita os parques da Disney pode participar de uma simulação de viagem ao planeta Marte.

 ‘Uma Família do Futuro’

A ideia de um futuro pacífico, limpo e tecnologicamente avançado, também saiu de moda. A maioria dos filmes de ficção científica se voltou para cenários de devastação, catástrofes, e de uma terra poluída. Como o clássico dos anos 80, “Blade Runner – O Caçador de Androides” do Ridley Scott.

Como disse a Naomi Watts, no filme “Ellie Parker” “o futuro deixou de ser uma promessa e passou a ser uma ameaça”. A Disney, entretanto nunca abandonou o otimismo nos anos 50. E recriou esse futurismo retrô no desenho animado “Uma Família do Futuro” (Meet de Robinsons) de 2007. Onde um menino do futuro leva um jovem órfão da nossa época para uma daquelas cidades utópicas, onde prédios fantásticos se erguem em direção a um céu azul, não poluído, e as pessoas andam pelo céu em veículos aéreos. O desenho fez sucesso e o estúdio resolveu investir em uma história parecida, com atores.

As crianças de “Uma Família do Futuro” usavam uma máquina do tempo que também era um carro voador. Agora, no filme com o George Clooney, a cidade futurista fica em uma espécie de mundo paralelo, ou realidade alternativa, que pode ser alcançada através de um portal dimensional.

 ‘Tomorrowland’ estreia em junho, no Brasil

“Tomorrowland – A Terra do Amanhã” estreia nos Estados Unidos no dia 21 de maio e chega ao Brasil no dia 4 de junho. A produção custou 190 milhões de dólares e é outra aposta arriscada do estúdio do Mickey. Que perdeu uma fortuna com o fracasso da aventura marciana do John Carter. Desta vez o tom é de aventura cômica e é curioso ver um ex-galã como o George Clooney fazendo o papel de um inventor maluco como o Doc Brown da trilogia “De Volta Para o Futuro”.

O desenho de produção ficou a cargo do mestre Sydney Mead. Quem é Sydney Mead? Segunda feira eu explico.

Jorge Luiz Calife/ [email protected]


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