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O mago da Marvel chega aos cinemas em superprodução

Matéria publicada em 3 de novembro de 2016, 08:30 horas

 


Herói já apareceu em um telefilme esquecido de 1978; personagem surgiu em 1963

‘Doutor Estranho’: Filme custou 165 milhões de dólares e tem todos aqueles efeitos especiais que se espera de um épico da Marvel ou da DC Comics

‘Doutor Estranho’: Filme custou 165 milhões de dólares e tem todos aqueles efeitos especiais que se espera de um épico da Marvel ou da DC Comics

Os fãs da Marvel e dos quadrinhos estavam contando as horas até a estreia do “Doutor Estranho”. O filme que leva para a telona o grande mago dos quadrinhos. O personagem surgiu em 1963, na era de ouro da Marvel, criado pelo artista Steve Dikto. Ele queria introduzir um personagem diferente no universo da editora. Um feiticeiro que enfrentasse ameaças místicas, enquanto os heróis tradicionais, como o Capitão América, o Homem de Ferro e o Thor enfrentavam os alienígenas e os vilões convencionais.

Estranho tornou-se logo o feiticeiro número um para uma juventude que não conhecia ainda o Gandalf do “Senhor dos Anéis” ou o Harry Potter, cujas façanhas ainda se encontravam meio século no futuro. A fama do mestre da magia aumentou tanto que em 1978 ele ganhou um filme feito para a televisão, sob a direção de Philip De Guere. Peter Hooten era um psiquiatra que se tornava o Doutor Estranho e enfrentava ninguém menos do que a feiticeira Morgana Le Fay das lendas do rei Arthur.

O filme está hoje completamente esquecido, mas seu roteiro lembra muito o recente “O aprendiz de feiticeiro” com o Nicholas Cage. Nos quadrinhos o doutor Estranho nunca foi psiquiatra, ele era um brilhante neurocirurgião que teve as mãos danificadas em um acidente de carro. Sem poder mais exercer a medicina nosso herói vai para as montanhas do Himalaia onde conhece “O Antigo”. Um mestre da magia que treina o médico nas artes ocultas da feitiçaria.

Tornando-se um dos alunos mais brilhantes do mestre, o cirurgião Stephen Vincent Strange assume o nome de Dr. Strange (Estranho na tradução para o português) e passa a praticar não só a arte da feitiçaria como as artes marciais do oriente. Voltando para Nova York ele se instala em um apartamento chamado Santum Sanctorum e usa como armas principais uma capa de levitação e o Olho de Agamotto, que aumenta seus poderes. Seu principal ajudante é o oriental Wong.

O filme que chegou esta semana aos cinemas é razoavelmente fiel a versão em quadrinhos do personagem, com uma diferença. O mestre do Doutor Estranho mudou de sexo, e agora é uma mulher ocidental interpretada pela atriz Tilda Swinton. A mudança deixou indignados os fãs orientais do personagem, principalmente na China e no Tibet que já publicaram protestos na internet. Acusando a Marvel de ter mudado a nacionalidade do principal herói oriental da história.

Benedict Cumberbatch é o novo Doutor Estranho e parece bem convincente no papel. Ele se instala no bairro intelectual de Nova Iorque, o Greenwich Village e se torna um intermediário entre o nosso mundo e os universos paralelos e dimensões místicas. É claro que seu poder vai ser desafiado por outros feiticeiros, com intenções sinistras. A loira Rachel McAdams faz o papel da mocinha, Christine Palmer.

Resumindo, como explica o fiel escudeiro do herói, Wong (Benedict Wong): “Heróis como os Vingadores protegem o mundo das ameaças físicas. Nós somos a salvaguarda contra as ameaças místicas”.

Dirigido por Scott Dericckson o filme custou 165 milhões de dólares e tem todos aqueles efeitos especiais que se espera de um épico da Marvel ou da DC Comics.

E falando em DC Comics, o sucesso do Doutor Estranho da Marvel levou a editora do Batman a criar sua versão do herói místico. A feiticeira sexy Zatanna, que já apareceu nos desenhos da Liga da Justiça e na série de TV Smallville.

Embora seja mais espetacular, visualmente, do que o Doutor Estranho, Zatanna, coitada, nunca teve o seu prestígio e é pouco provável que ela chegue a estrelar um longa-metragem algum dia. Mas pode ter uma chance em um futuro filme da Liga da Justiça.

 

 

Por Jorge Luiz Calife

jorge.calife@diariodovale.com.br


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