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O segundo filme foi bem melhor que o primeiro

Matéria publicada em 13 de maio de 2018, 08:17 horas

 


Épico: Elfos negros invadem o universo

Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br

Quando o segundo filme do Thor chegou aos cinemas, em 2013, a Marvel já pertencia a Disney. E a globalização já estava fazendo coisas curiosas com a cultura do planeta Terra. Em sua segunda aventura no cinema, Thor luta contra os elfos negros que parecem ter saído de um filme do “Senhor dos anéis”, mas pilotam espaçonaves semelhantes às de “Guerra nas estrelas”. Surpreendentemente o resultado de todo esse caldeirão cultural é um ótimo filme de aventuras. Melhor do que o episódio anterior e semelhante ao badalado “Vingadores” da mesma Marvel/Disney.
Kick Ass, aquele aspirante a herói de quadrinhos, comentou no seu filme que os super-heróis de verdade têm bases de um bilhão de dólares na Lua. Nesse ponto ninguém supera o Thor (Chris Hemsworth). A base de operações dele é Asgard, o paraíso escandinavo para onde iam as almas dos guerreiros vikings. Morra de inveja Superman! Na verdade existem dois tipos de super-heróis, os heróis pé de chinelo, como o Batman e o Homem de Ferro, que passam a vida lutando contra bandidos terrenos, e a elite, formada por gente como o Lanterna Verde e o Thor, que só veste o uniforme para enfrentar ameaças galácticas.
Em “O mundo sombrio” Thor enfrenta Malekith (Christopher Ecleston), líder dos elfos negros que pretende lançar o nosso Universo numa nova era das trevas. E não só o nosso mundo, mas os nove universos conhecidos. E vocês pensavam que super-vilão era o Coringa. A pequena notável, Natalie Portman, volta à ação como a astrofísica Jane Foster. Se o leitor acreditar que a Natalie Portman pode ser uma astrofísica com três doutorados, vai engolir sem problemas os elfos negros e suas naves interestelares. É o que se chama de “suspensão da incredibilidade”, elemento indispensável para se curtir um filme desses.
Desta vez a ação começa em Londres, onde nossa intrépida mocinha descobriu um wormhole, uma passagem entre dimensões, que fica numa fábrica abandonada da velha Albion. Contaminada pelo maligno Eter ela não perde a pose, vai parar em Asgard e de lá no mundo sombrio do título. A trama envolve a posse de um artefato e lembra muito a “Guerra Infinita” numa aventura nota 10.


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