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O vazio antes do Oscar

Matéria publicada em 6 de fevereiro de 2020, 09:45 horas

 


Semana de poucas estreias tem documentário sobre a Índia e sobre a vida dos palestinos

Faltando quatro dias para mais uma premiação do Oscar, a semana cinematográfica está pobre de estreias. No cinemão temos “Aves de Rapina”, um filme que subverte a história em quadrinhos original e coloca a vilã no papel principal. Coisas de Hollywood. No Cine Gacemss continuam em cartaz dois filmes que concorrem a várias estatuetas do Oscar. O lindo “Adoráveis Mulheres” e “O Escândalo”. O longa “1917”, do cineasta Sam Mendes, com sua visão onírica da Primeira Guerra Mundial, continua em cartaz no Cine A, Shopping PátioMix Resende, e no Cine Araújo, no Shopping Park Sul Volta Redonda. “Adoráveis Mulheres” e “1917” são dois filmes valorizados pela bela fotografia e direção de arte. E isso é o que faz a diferença no cinema.

‘Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa’: Heroínas aqui viraram simples coadjuvantes

“Aves de Rapina” teve sua pré-estreia ontem e entra em cartaz hoje com a Margot Robie repetindo o papel da vilã muito doida. O filme tem o subtítulo de “Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa” o que confirma que as heroínas aqui viraram simples coadjuvantes. Curiosamente o grupo “Aves de Rapina” surgiu em uma época em que a DC Comics sofria de um surto de machismo e queria acabar com todas as mulheres de capa. A alegação era de que a Supergirl e a Batgirl não vendiam muitas revistas e por isso deviam ser eliminadas do universo dos super-heróis.
Em 1986 a Supergirl morreu oficialmente, salvando a vida de seu primo mais famoso na minissérie “Crise nas Infinitas Terras”. Para a Batgirl, companheira do Batman, foi reservado um fim ainda mais terrível. Ela foi estuprada e depois baleada pelo Coringa na graphic novel “A piada mortal”. Sobreviveu, mas ficou paraplégica. Devido aos protestos dos fãs a editora tentou voltar atrás. Mesmo na cadeira de rodas Bárbara Gordon, a Batgirl, virou a líder de um grupo de heroínas formado pela Canário Negro e a Caçadora.
Especialista em informática, Bárbara usava a internet para colher informações sobre os criminosos, guiando suas colegas em suas ações. A série fez muito sucesso e com o passar do tempo a DC percebeu a mancada que tinha cometido. No início do século a Supergirl ressuscitou em um reboot e a Batgirl se recuperou e deixou a cadeira de rodas. É por isso que ela não aparece nessa versão para o cinema. Onde as Aves de Rapina ficam reduzidas a Caçadora, a Canário Negro e a Renee Montoya. Que ganham a ajuda da vilã regenerada Arlequina. Os fãs dos quadrinhos e da Margot Robie devem aprovar.

Cine Gacemss

‘UMA’: O rio Ganges e seus adoradores

No Cine Gacemss estreiam dois filmes perfeitos para quem gosta de um cinema diferente, mais cerebral. “UMA – Luz do Himalaia”, que terá uma sessão especial apenas sábado, dia 8, é um documentário da cineasta Ananda Jyothi sobre a religiosidade que cerca o rio Ganges, na Índia. Com sua câmera ela acompanha os peregrinos que seguem o curso do rio e as cerimônias que eles realizam nas suas margens. Já “O Paraíso Deve Ser Aqui” é uma visão bem humorada do mundo ocidental aos olhos de uma palestina, no caso, a diretora Elia Suleiman.
Sem ter oficialmente uma pátria, ela viaja pelo mundo, passando por Paris, Londres e Montreal. Onde captura imagens engraçadas e frequentemente absurdas da vida moderna. O filme ganhou uma menção especial no último Festival de Cannes e foi comparado a obra do cineasta francês Jacques Tati. Que dirigiu uma série de comédias, nos anos de 1960, sobre os paradoxos da sociedade ocidental. “O Paraíso Deve Ser Aqui” tem esse tom bem humorado, de câmera indiscreta típico dos filmes do Tati.

 

 

 

Jorge Luiz Calife

 

Paraíso: O mundo e os palestinos


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Um comentário

  1. Quê vazio? O Brasil tem o melhor documentário indicado.
    DEMOCRACIA EM VERTIGEM.

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