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Os dez mandamentos na versão pós-moderna do Ridley Scott

Matéria publicada em 26 de abril de 2015, 15:39 horas

 


Filme modifica a aventura bíblica e desagrada religiosos, foi o que aconteceu com o recente “Noé” do Russel Crowe, proibido nos países islâmicos e repudiado pelos fundamentalistas cristãos

Fraco: A versão antiga é muito melhor (Foto: Divulgação)

Fraco: A versão antiga é muito melhor (Foto: Divulgação)

“Êxodo: Deuses e Reis” é uma versão pós-moderna dos “Dez Mandamentos”. Aquele filme dos anos cinquenta em que o Charlton Heston abria o mar Vermelho e levava os hebreus para a Terra prometida. Agora é o ex-Batman, Christian Bale que faz o papel de Moisés enquanto Joel Edgerton é o faraó Ramsés. A direção é do Ridley Scott, o que nem sempre é a garantia de um bom filme. “Êxodo: Deuses e Reis” é parte de um fenômeno recente. O retorno do filme bíblico, que foi uma mania nos anos de 1950.

Naquela época o diretor Checil B. DeMille descobriu que filmes baseados em histórias da Bíblia tinham público garantido. E eram cheios de violência, sensualidade e perversões como o povo gosta. O primeiro sucesso do gênero foi “Sansão e Dalila”, de 1949, que transformou em astro o fortão Victor Mature. Depois vieram “Ben Hur” e “Os Dez Mandamentos” com Charlton Heston e Yul Brynner. O problema com o filme bíblico é que o roteirista precisa ser fiel ao texto original. Do contrário o público alvo ficará indignado. Foi o que aconteceu com o recente “Noé” do Russel Crowe, proibido nos países islâmicos e repudiado pelos fundamentalistas cristãos.

A história de Moisés e da partida dos hebreus do Egito permite uma liberdade maior ao diretor, mas sem exageros. De Mille conseguiu isso em 1956 e “Os Dez Mandamentos” tornou-se um clássico do gênero, apesar da cena fraca da abertura do Mar Vermelho. Os efeitos especiais da época não estavam a altura das ambições do diretor. Esse não é o problema com o filme do Ridley Scott. Para o pessoal da moderna computação gráfica, criar muralhas de água que se abrem e fecham é brincadeira.

O problema novamente é com as liberdades que o roteirista toma com o texto original. Quando Moisés se encontra com o Criador ele aparece na forma de uma criança. O que deixou parte da plateia desapontada. Afinal o Deus do Velho Testamento não é antropomórfico como o deus dos cristãos. E o efeito das pragas também desaponta. A plateia quer ver alguma coisa como a abertura da Arca da Aliança nos “Caçadores da Arca Perdida” e o Scott mostra um garotinho. Já não se fazem mais deuses como antigamente.

 Jorge Luiz Calife / [email protected]


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Um comentário

  1. Perdi meu tempo…uma historia que com certeza … veio da BIBLIA ROMULANA!!!
    Igual ao NOÉ que com certeza veio da BIBLIA KLINGON !!!

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