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Os filmes que concorrem ao Oscar de 2021

Matéria publicada em 24 de março de 2021, 16:14 horas

 


Academia promete cerimônia presencial no dia 25 de abril

A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood já divulgou a lista dos candidatos ao Oscar de 2021. A cerimônia será no domingo, 25 de abril, ou seja, daqui a um mês. E ao contrário do Globo de Ouro, que usou recursos de telepresença, a Academia de Hollywood promete uma cerimônia presencial. O que é algo discutível em face da pandemia, que continua nos Estados Unidos, apesar do sucesso com a vacinação. Mas com ou sem a presença dos candidatos o Oscar desse ano vai ser diferente.

Todo mundo se lembra como era o Oscar em anos passados. Os filmes premiados só chegavam aos nossos cinemas semanas depois da transmissão do Oscar. Agora será possível ver a maioria dos concorrentes pelos canais de streaming, e torcer para o seu filme favorito com pleno conhecimento de cada detalhe. São sete os indicados para a estatueta de melhor filme na categoria longa metragem: “Meu pai” com o grande ator Anthony Hopkins, “Mank”, um filme em preto e branco estrelado pelo Gary Oldman, “O som do silêncio”, “Judas e o messias negro”, “Nomadland” (Que faturou o Globo de Ouro de melhor filme este ano), “Os 7 de Chicago” e “Bela vingança”.

“Meu pai” é o típico drama familiar que a Academia adora. Anthony Hopkins usa de todos os seus talentos para interpretar um homem que começa a ser acometido pela demência senil. Ele recusa a ajuda da filha e quer terminar seus dias sozinho. Mas a medida em que seu cérebro se deteriora ele começa a perder o contato com a realidade. Olivia Colman interpreta a filha, que tenta ajuda-lo.

Se “Meu pai” é um drama familiar, “Judas e o messias negro” é um drama político passado no final da década de 1960. Os Estados Unidos viviam uma era de grande turbulência política e o partido dos Panteras Negras preocupava o FBI. Os panteras andavam armados e ameaçavam fazer uma revolução pelos direitos da população negra. Fred Hampton (Daniel Kaluuya), um ativista jovem e carismático é nomeado chefe da seção de Chicago dos Panteras. Mas ele não sabe que um dos membros do grupo, Bill O´Neill (Lakeith Stanfield)  é um traidor, infiltrado no grupo sob as ordens do diretor da polícia federal americana.

“Os 7 de Chicago” também é um drama político sobre protestos e oposição ao governo americano no final dos anos 60. O filme conta a história do julgamento de sete ativistas que provocaram tumultos durante a Convenção do Partido Democrata de 1968. Acusados de conspiração pelo governo do presidente Richard Nixon eles enfrentam um julgamento num tribunal comandado por um juiz hostil.

“O som do silêncio” conta a história de um baterista de um conjunto Heavy Metal que começa a perder a audição. Também, com aquela barulheira toda. A medida em que a surdez aumenta sua carreira e sua vida entram em colapso. O papel principal ficou a cargo do ator paquistanês Riz Ahmed. Nesta seleção de candidatos ao Oscar, certamente o azarão é “Bela vingança” história de uma jovem loira que sai matando todos os seus desafetos. Simplesmente não faz o perfil da Academia.

Para quem gosta mesmo de cinema, “Mank”, com Gary Oldman, é um filme imperdível, e o mais simpático de todos. Filmado em preto e branco ele conta a história do roteirista alcóolatra Herman Mankiewicz que recebe a tarefa de escrever o roteiro do novo filme do genial Orson Welles. Simplesmente “Cidadão Kane” que é considerado o melhor filme de todos os tempos. Gary Oldman interpreta Mankiewicz, que era um crítico feroz da sociedade americana nos anos de 1930 e Tom Burke é Orson Welles. O filme tenta recriar a Hollywood de 90 anos atrás e o diretor, David Fincher, optou por usar o preto e branco, como se fosse um filme feito na época que tenta retratar.

Na área de animação temos o Soul da Pixar, que já ganhou o Globo de Ouro e o interessante “A caminho da Lua”, sobre uma menina chinesa que constrói um foguete para ir até a Lua, procurar a deusa que vive lá, segundo a mitologia daquele país.

 

Jorge Luiz Calife

Mank: Hollywood no tempo do Orson Welles

 

China: A menina e a deusa da Lua

 

 


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