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Os Minions dominam o cinema com mais um plano maligno

Matéria publicada em 25 de junho de 2015, 08:40 horas

 


Ajudantes em ‘Meu Malvado Favorito’ ganham longa metragem, que começa na era pré-histórica e mostra as criaturinhas evoluindo a partir de umas células amarelas

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Estreia: Minions chegam com tudo nos cinemas da região
(Foto: Divulgação)

Depois de várias tentativas para dominar o mundo os Minions finalmente dominam os cinemas. O longa metragem com as criaturas que parecem caroços de milho é a principal estreia da semana. Ao lado deles apenas o nacional “Permanência”, que está sendo exibido no Cine Gacemss. É a história de um fotógrafo pernambucano que viaja para São Paulo e reencontra um antigo amor.
Mas vamos aos “Minions”. Os personagens surgiram devido a um problema de falta de dinheiro. Durante a produção de “Meu Malvado Favorito” (2010), os ajudantes do vilão Gru iam ser humanos, homens comuns. Mas criar todo um exército de asseclas ficaria muito caro e os roteiristas bolaram esses personagens parecidos com caroços de milho falantes. Com sua linguagem estranha eles quase roubam o filme, tornando-se mais interessantes que o vilão bonzinho Gru.
O novo filme começa na era pré-histórica e mostra as criaturinhas evoluindo a partir de umas células amarelas. Com uma paixão pelos malvados eles se associam a um Tiranossauro. Mas como são desastrados acabam levando seu mestre a um final imprevisto. Sem desanimar eles continuam procurando outros malvados para ajudar. Gente como Napoleão Bonaparte, que agora, ficamos sabendo que perdeu a guerra devido a “ajuda” dos Minions.
Gru, o vilão do “Meu Malvado Favorito” ainda não surgiu. Estamos na década de 1960 quando os Minions, desempregados, revolvem ir para Londres. Onde se associam a primeira super-vilã feminina, a exagerada Scarlett Overkill. Na versão original foi a Sandra Bullock que fez a voz da bandida, mas isso é uma coisa que só poderemos conferir quando o filme sair em DVD. Nos cinemas vai passar dublado e em 3D.
O plano de Scarlett para dominar o mundo envolve o roubo da coroa da rainha Elisabeth II da Inglaterra. Que aparece no filme bem mais jovem do que a geração atual já viu. Afinal isso foi a cinquenta anos atrás. A fórmula é a mesma dos dois filmes do “Meu Malvado Favorito”. Muitas referências que só os adultos vão entender e bastante ação para a garotada se divertir. Agora a história se concentra em um trio de Minions, que agem mais ou menos como os pinguins de Madagáscar (Personagens que também começaram como coadjuvantes e viraram estrelas de uma série de filmes). Aqui Kevin é o líder, Bob o engraçado e Stuart o cauteloso.
O idioma deles é uma mistura de palavras vindas de línguas diversas. Quando agradecem alguma coisa os Minions as vezes falam obrigado em malaio (terima kasih) ou em espanhol (gracias). Isso foi um reflexo do caráter multinacional do primeiro filme. Embora fosse uma produção americana, “Meu Malvado Favorito” foi filmado na França com uma equipe de animadores e roteiristas europeus. O filme pronto foi para os Estados Unidos onde foi gravada a dublagem com atores americanos. E como os Minions todo mundo se entendeu.
Uma atração a parte no filme é a trilha sonora, cheia de sucessos da música pop. O primeiro “Meu Malvado Favorito” terminava com o vilão dançando “Staying alive” dos Bee Gees. Agora a trilha sonora inclui músicas dos Beatles, The Doors, Jimi Hendrix e até do Aerosmith. Que, como todos se lembram fez o tema do “Armagedon” do Bruce Willis.
O plano de Scarlett Overkill envolve também o roubo da mítica espada Excalibur. Aquela mesma, que costumava ficar cravada em uma pedra e foi usada pelo Rei Arthur nas histórias sobre os cavaleiros da Távola Redonda. Bem diferente da trama futurista do primeiro filme onde Gru vivia frustrado por não ter viajado para a Lua e resolvia construir um foguete e roubar o satélite natural da Terra.
A Universal está investindo muito neste filme, que vem acompanhado de todo um merchandising que inclui brinquedos, roupas, balões e livros para colorir com os personagens.

Por Jorge Luiz Calife
jorge.calife@diariodovale.com.br


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