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Os primeiros super-heróis do cinema

Matéria publicada em 20 de abril de 2015, 06:54 horas

 


Batman, Capitão América e Super Homem começaram em preto e branco nas matinês, pioneiro foi o Batman, que chegou aos cinemas em 1943, em um seriado com 15 capítulos  

Pioneiro: Batman lutou contra os japoneses na Segunda Guerra Mundial

Pioneiro: Batman lutou contra os japoneses na Segunda Guerra Mundial

Esta semana, como todo mundo já ouviu falar, chega aos cinemas o mais novo filme de super-heróis. “Os Vingadores – Era de Ultron” é uma superprodução com um orçamento de 250 milhões de dólares. Tudo a cores, em 3D e com efeitos especiais de última geração. Mas não foi assim que os super-heróis da Marvel e da DC Comics começaram suas carreiras no cinema. Capitão América, Batman e Super Homem apareceram nas telas, pela primeira vez, em filmes em preto e branco, sem muitos efeitos especiais, rodados na década de 1940. Quando o mundo ainda enfrentava a crise provocada pela Segunda Guerra Mundial.

 Batman

O pioneiro foi o Batman, que chegou aos cinemas em 1943, em um seriado com 15 capítulos. Naquele tempo ainda não existia televisão e os seriados eram exibidos nas matinês dos cinemas, antes do filme principal. Lewis Wilson foi o primeiro ator a interpretar o cavaleiro das trevas e o seriado foi todo feito com um orçamento de menos de duzentos mil dólares. Que não daria para filmar um minuto de uma dessas superproduções atuais.

Os americanos estavam em guerra contra o Japão e a Alemanha, e todos os filmes da época faziam parte do esforço de propaganda contra os inimigos da América. Batman não fugiu a regra e neste seriado ele enfrenta o Doutor Daka, um espião japonês que se instala em Gothan City. Daka transforma pessoas em zumbis controlados pelo rádio e tem uma arma radioativa capaz de dissolver paredes. O seriado introduziu alguns elementos que passariam a fazer parte da mitologia do cruzado embuçado, como a batcaverna, o batmóvel e a passagem secreta, atrás de um relógio na mansão Wayne. Coisas que seriam incorporadas nas histórias em quadrinhos.

 Capitão América

Se o Batman lutava contra um espião nipônico, o Capitão América foi criado especificamente para lutar contra os nazistas. Ele também chegou aos cinemas com um seriado, estrelado pelo ator Dick Purcell, produzido no ano seguinte, 1944. Ao contrário da serie do Batman, produzida pela Columbia Pictures, o seriado do Capitão América era da Republic. Um estúdio especializado em produções baratas. Os roteiristas mudaram a história, e no lugar de ser um super soldado, Steve Rogers era um promotor da justiça americana que vestia a fantasia para combater o crime. O orçamento do seriado foi de 182 mil dólares e os efeitos especiais eram muito simples.

A esta altura dos acontecimentos, o Super Homem já tinha chegado aos cinemas em uma série de desenhos animados, produzidos durante a Segunda Guerra Mundial pelo estúdio do Max Fleischer. Faltava criar o homem de aço em carne e osso e o primeiro ator escolhido para interpreta-lo foi Kirk Alyn. Enquanto Noel Neill fazia a intrépida Lois Lane. Quando o personagem fez 50 anos a Warner produziu um documentário entrevistando os atores que tinham interpretado o personagem. E Alyn se queixou de que ninguém se lembrava mais de que ele tinha sido o primeiro Superman do cinema.

 Vingadores da Marvel

Já a turma dos Vingadores da Marvel, como o Thor, o Homem de Ferro, Viúva Negra e o Hulk apareceu primeiro na televisão, em uma série de desenhos animados muito simples, produzidos na década de 1960. Os personagens quase não se moviam e tudo era feito com movimentos de câmara em cima dos quadros desenhados. Mesmo assim fez sucesso e abriu caminho para a primeira série de desenhos animados do Homem Aranha.

Em 1977 o Aranha ganhou uma série de TV com o ator Nicholas Hammond como personagem. Os primeiros episódios chegaram a ser exibidos no cinema. O aranha já escalava prédios, mas ainda não era capaz de saltar entre eles. Todas essas acrobacias que vemos nos filmes do hoje só se tornaram possíveis com a computação gráfica do século XXI.

 Jorge Luiz Calife[email protected]


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