Oscar premia chinesa Chloé Zhao, por 'Nomadland', e atores não-brancos - Diário do Vale
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Oscar premia chinesa Chloé Zhao, por ‘Nomadland’, e atores não-brancos

Matéria publicada em 26 de abril de 2021, 09:34 horas

 


“Nomadland” vence Melhor Filme do Oscar 2021 – Foto: Reprodução.

Los Angeles- Em um ano totalmente diferente dos demais por causa da pandemia, a cerimônia da 93ª edição do Oscar, realizada em Los Angeles, na noite do domingo, 25, também não poderia deixar de ser diferente. E além de evitar discursos de agradecimento por Zoom, apostando na vitalidade humana de um evento presencial, a festa tornou-se histórica ainda por celebrar a cineasta chinesa Chloé Zhao, a primeira mulher a receber quatro indicações em um mesmo ano e a vencer como diretora e, principalmente, o prêmio de melhor filme, por Nomadland.

Em seu discurso, Chloé Zhao agradeceu a todos da equipe pela aventura e lembrou que, quando era criança, costumava fazer um jogo de memorizar poemas chineses. Um deles falava que as pessoas ao nascer são boas. “Às vezes, pode parecer que não é verdade, mas eu sempre encontrei bondade nas pessoas. Dedico o prêmio para todos que têm a fé e a coragem de se manterem bons e enxergar a bondade nos outros.”

Também foi marcante a vitória, nas categorias de atuação, de artistas experientes como Frances McDormand (Nomadland) e Anthony Hopkins (Meu Pai) – não tão favoritos – e de Daniel Kaluuya (melhor ator coadjuvante por Judas e o Messias Negro), além da veterana coreana Yuh-Jung Youn, de 73 anos, que ficou com o Oscar de melhor atriz coadjuvante, por Minari, repetindo seu bom humor no discurso de agradecimento: “Como eu posso ter vencido Glenn Close?”, questionou-se ela, arrancando gargalhadas da plateia que, distribuída em mesas, fez lembrar a forma de premiação do Globo de Ouro.

Não foi mais curta como se esperava, mas a cerimônia começou como prometido por um dos organizadores, o cineasta Steven Soderbergh: enquanto a diretora Regina King caminhava pelos longos corredores da Union Station (o principal local da festa), letreiros surgiam na tela, com nomes dos astros que participariam da entrega. “Nossa pretensão era de que o espectador acompanhasse a cerimônia como se assistisse a um filme”, disse ele.

Para isso, ele contava ainda com o histórico dos indicados e sua relação com o cinema – assim, de cada um era revelada a lembrança de seus primeiros filmes e como se desenvolveu a paixão pela sétima arte.

E o fato de a Academia manter uma base em Londres e outra em Paris, onde se reuniram principalmente os concorrentes europeus, em pouco tempo se revelou acertada – logo no anúncio do segundo Oscar da noite, de roteiro adaptado, o ganhador foi o francês Florian Zeller (ao lado do britânico Christopher Hampton), por Meu Pai. Ele recebeu o troféu e agradeceu direto da capital francesa. Já Sacha Baron Cohen acompanhou desde a Austrália o Oscar de melhor ator coadjuvante ser anunciado para Daniel Kaluuya, por Judas e o Messias Negro.

A ausência da orquestra na Union Station, no entanto, permitiu que alguns discursos se alongassem, como o do dinamarquês Thomas Vinterberg, vencedor por Druk – Mais uma Rodada, eleito o melhor Filme Internacional. O que justificou foi a emoção de suas palavras ao se lembrar da filha adolescente, que morreu poucos dias antes do início da filmagem.

Veja a lista com os vencedores do Oscar 2021:

MELHOR FILME – Nomadland

MELHOR ATRIZ – Frances McDormand – Nomadland

MELHOR ATOR – Anthony Hopkins – Meu Pai

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – Yuh-Jung Youn – Minari – Em Busca da Felicidade

MELHOR ATOR COADJUVANTE – Daniel Kaluuya – Judas e o Messias Negro

MELHOR DIREÇÃO – Chloé Zhao – Nomadland

MELHOR FILME INTERNACIONAL – Druk – Mais uma Rodada (Dinamarca)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO – Meu Pai

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL – Bela Vingança

MELHOR FIGURINO – A Vos Suprema do Blues – Ann Roth

MELHOR TRILHA ORIGINAL – Soul – Trent Reznor, Atticus Ross e Jon Batiste

MELHOR ANIMAÇÃO – Soul

MELHOR CURTA – Two Distant Strangers

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO – Se Algo Acontecer… Te Amo

MELHOR DOCUMENTÁRIO – Professor Polvo

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA-METRAGEM – Colette (Time Travel Unlimited)

MELHOR FOTOGRAFIA – Mank

MELHOR MONTAGEM – O Som do Silêncio

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM – A Voz Suprema do Blues

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL – Fight for You – Judas e o Messias Negro

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – Mank

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS – Tenet

MELHOR SOM – O Som do Silêncio

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo*.


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